RURAL – Cotação da soja recupera terreno nos EUA e no Brasil

Percepção de que o estoque está baixo e que área de cultivo não será ampliada no país norte-americano levaram à nova tendência de alta

  • De 25 de junho a 2 de julho preço da saca do grão evoluiu de R$ 148 para R$ 158
  • De 25 de junho a 2 de julho preço da saca do grão evoluiu de R$ 148 para R$ 158 | Foto: Fernando Dias / Seapdr / Divulgação / CP

    O preço da soja voltou a se aquecer neste início de julho, depois de um mês em que a saca de 60 quilos chegou a perder R$ 24,00 de seu valor no Porto de Rio Grande. Na sexta-feira (2), a oleaginosa foi comercializada a R$ 158,00 no terminal portuário gaúcho, R$ 10,00 a mais do que em 25 de junho, quando atingiu o patamar mais baixo desde dezembro de 2020 e ficou em R$ 148,00. Segundo analistas do mercado de grãos, a variação positiva é resultante das informações divulgadas no final da semana passada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    A sócia proprietária da Corretora Moeda da Terra, de Pelotas, Franciele Link, lembra que o estoque baixo, de 20,8 milhões de toneladas, e a manutenção da perspectiva de cultivo de 35,4 milhões de hectares nos Estados Unidos surpreenderam o mercado, que esperava uma revisão para cima. Essas informações provocaram alta no preço do bushel na Bolsa de Chicago, afirma Franciele. No Brasil, além disso, houve impacto da valorização cambial. Em 25 de junho, o dólar custava R$ 4,92. Na sexta-feira estava em R$ 5,02.

    Adriano Gomes, da corretora AgRural, de Curitiba, observa que, no mês passado, no dia 17, a soja teve uma queda histórica na Bolsa de Chicago, com o bushel fechando em 12 dólares e 40 centavos, 2 dólares e 40 centavos a menos que 10 dias antes, quando atingiu os 14 dólares e 80 centavos. A variação fez a comercialização reagir. “Nas duas últimas semanas de junho, o produtor esteve mais interessado em vender, até pelo temor que o preço da saca despencasse ainda mais”, comenta Gomes. O analista acrescenta que agora a tendência é de que haja mais cautela nos negócios e um acompanhamento permanente da situação climática nos Estados Unidos, de olho na recuperação do preço.

    Nereida Vergara

    Fonte : Correio do Povo

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