Rússia suspende importações de carne de dois frigoríficos brasileiros

Testes de laboratório constataram a presença da bactéria listeria em lotes de carnes compradas do Brasil

Agência RBS

Foto: Agência RBS

Mercado russo ainda é um dos mais importantes para as exportações brasileiras de carnes

O serviço de fiscalização veterinária e fitossanitária da Rússia (o Rosselkhoznadzor) suspendeu temporariamente as importações de unidades processadoras de carne bovina do Minerva (SIF 431) e do Marfrig (SIF 3047), após realizar testes de laboratório que constataram a presença da bactéria listeria em lotes de carnes importadas do Brasil.
O serviço russo justifica que a suspensão das plantas se deu em função das "repetidas não-conformidades". A planta de SIF 431 do Minerva está localizada em Palmeiras de Goiás (GO) e a de SFI 3047, do Marfrig, em Mineiros (GO). O Ministério da Agricultura não confirmou a presença da bactéria em carne de frango do frigorífico Seara, como havia sido informado anteriormente.
Mesmo com as restrições às importações do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso anunciadas e não efetivadas, além do movimento constante de suspensão e liberação de plantas frigoríficas, o mercado russo ainda é um dos mais importantes para as exportações brasileiras de carnes.
Os números do Ministério da Agricultura mostram que no primeiro quadrimestre deste ano a Rússia absorveu 22,7% das exportações brasileiras de carne bovina, perdendo apenas para Hong Kong, que respondeu por 25,1%. No acumulado deste ano as exportações cresceram 14,5% em volume (para 101,8 mil toneladas) e 3,4% em valor (para US$ 408,1 milhões). As exportações de carne de frango não são menos expressivas para a Rússia, que está fora da lista dos dez maiores importadores do produto brasileiro.
No caso da carne suína, mesmo com poucas plantas habilitadas, a Rússia ainda é o principal mercado, absorvendo 27,3% das exportações brasileiras, seguida por Hong Kong (23,5%) e Ucrânia (16,2%). No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, as exportações de carne suína para o mercado russo cresceram 39,35% em volume (para 42,2 mil toneladas) e 36,6% em valor (para US$ 125,9 milhões). Vale lembrar que a base de comparação é muita baixa, pois o desempenho do ano passado ficou aquém da média dos últimos anos, em função das restrições.

ESTADÃO CONTEÚDO, COM INFORMAÇÕES DO CANAL RURAL

Fonte: Ruralbr

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