RS prepara armadilhas para a Helicoverpa

Dez municípios gaúchos terão lavouras monitoradas neste verão

Foram definidos, ontem, os dez municípios gaúchos onde serão colocadas as armadilhas para verificar a presença da Helicoverpa armigera, lagarta ainda não identificada no RS e que vem causando perdas astronômicas nas lavouras brasileiras. A expectativa é que a instalação comece em duas semanas. O monitoramento, que visa ainda apontar a distribuição e dimensionar a intensidade de ocorrência, será feito em lavouras comerciais de soja por técnicos da Secretaria da Agricultura com acompanhamento do Ministério da Agricultura. Ontem, o dia foi de treinamento na Capital, onde parte destes servidores aprendeu como proceder na captura.

Segundo o chefe do Serviço de Sanidade Vegetal do Mapa, Jairo Carbonari, a definição das áreas de ação considera a cobertura das principais regiões produtoras da oleaginosa e o pessoal disponível. Semanalmente, as mariposas capturadas serão enviadas para análise a laboratório em Porto Alegre. ‘Nosso objetivo é detectar a Helicoverpa armigera através da coleta e identificação oficial’, explica.

Como é a captura

Serão usadas duas armadilhas por município em áreas de soja.

A armadilha é uma casinha de plástico, suspensa em suporte na altura das plantas, com piso de papelão e cola. No piso, fica um septo de borracha impregnado de feromônio para atrair machos.

Ao entrar, a mariposa ficará presa ao piso que será retirado semanalmente e enviado para análise.

Cada armadilha tem capacidade para centenas de mariposas.

Municípios: Santa Rosa, Passo Fundo, Erechim, Bossoroca, Santo Ângelo, Rosário do Sul, São Borja, Pelotas, Vacaria e Arroio dos Ratos.

De acordo com o gerente de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, José Candido Motta, o Estado depende somente da chegada das armadilhas e do feromônio, cujos processos de compra foram iniciados no mês passado e, agora, estão na Secretaria de Administração, aguardando liberação.

Motta ressalta que a estratégia é começar o monitoramento em compasso com o plantio da safra de verão, já que a capacidade de reprodução é rápida, ao redor de 40 dias, e com alcance médio de mil a 1,5 mil quilômetros.

Fonte: Correio do Povo

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