RS: Cultivo da soja tem colheita finalizada no Estado, informa Emater/RS-Ascar

RS: Cultivo da soja tem colheita finalizada no Estado, informa Emater/RS-AscarDe maneira geral, lavouras a serem colhidas foram implantadas em janeiro, aponta Informativo Conjuntural – Foto: Vanessa Almeida de Moraes / Emater/RS-Ascar

A colheita da soja está praticamente concluída no Rio Grande do Sul, restando apenas 3% da área cultivada com o grão. Até o momento, a colheita está encerrada no Alto Uruguai, no Alto da Serra do Botucaraí e Centro-Serra, bem como nas regiões Celeiro, Alto Jacuí e Noroeste Colonial.

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (9/5), as lavouras a serem colhidas, em especial nas Missões e Fronteira Noroeste, foram implantadas em janeiro, após colheita da soja precoce ou do milho, e apresentam potencial produtivo muito inferior ao esperado inicialmente, que é de 3.218 kg/ha.

Nessas áreas de safrinha, a alta incidência de ferrugem asiática tem comprometido a produtividade, reacendendo a discussão sobre a conveniência do plantio fora de época e a necessidade da adoção do vazio sanitário.

No milho, restam ainda cerca de 10% da área a ser colhida. Como a colheita do primeiro cultivo praticamente terminou, restam as áreas de produção do segundo cultivo, em geral destinado à silagem.

A colheita do arroz também está em fase final, faltando apenas 2% da área implantada no Estado. Nas áreas de irrigação de arroz das regiões Centro-Sul, lagunares e Litoral Norte, as lavouras estão 97% colhida, apresentando produtividade média de 7.500 quilos por hectare. A previsão de término da colheita se prolongou em função do período de chuvas, ficando para o fim deste mês.

O feijão 2ª safra ou safrinha foi colhido em 48% da área no Estado, ficando 50% em fases de maturação e aprontamento, com 2% ainda em floração, apresentando bom potencial produtivo.

Culturas de inverno

O período de entressafra é de intenso planejamento das culturas de inverno, apresentando grande procura por crédito de custeio e aquisição de insumos. As instituições financeiras reduziram o volume de recursos para a cultura e muitos produtores estão com dificuldades em acessá-los.

Os triticultores seguem preparando o início da semeadura, com nivelamento de solos, alocação e readequação de algumas curvas e terraços e dessecação das áreas, já que o zoneamento ainda não abriu nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões. A tendência é de implantação no início do período recomendado para liberação da área no cedo (zoneamento agroclimático), para implantar a cultura da soja em final de outubro. Mesmo sem a abertura do zoneamento, alguns produtores que não financiam suas lavouras devem iniciar a semeadura na próxima semana, ou tão logo as condições sejam favoráveis para o tráfego de máquinas nas lavouras.

A cultura da canola apresenta implantação lenta, pois a semeadura foi interrompida devido à ocorrência de chuva, e deverá ser retomada assim que as condições climáticas permitirem. As lavouras em emergência e início do desenvolvimento vegetativo apresentam as primeiras lavouras emergidas com bom stand de plantas.

A cevada está em início da semeadura, em ritmo lento no Norte do Estado, embora o período do zoneamento agroclimático para a cultura está começando neste fim de semana.

A aveia branca está em implantação avançada nas regiões do Alto Jacuí, Noroeste Colonial e Celeiro, apresentando tendência de redução de área a ser cultivada, principalmente em função do mercado desaquecido. As lavouras implantadas apresentam boa emergência e desenvolvimento inicial rápido.

Olerícolas e frutícolas

Batata inglesa – Nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, a safrinha de batata está em início de colheita e apresenta boas perspectivas. A safra já colhida apresentou bom rendimento com as variedades baronesa e rosa maçã. A produção é destinada ao consumo da própria família, com venda do excedente em feiras do produtor.

Açaí juçara – Na Região Metropolitana, a cultura está em início de safra, mesmo que de forma ainda lenta. A fruta de açaí juçara, proveniente das palmeiras nativas, conhecidas por juçara ou palmiteiro, tem se consolidado, apesar do histórico recente de comércio. A cadeia produtiva se direciona para duas linhas de consumo: agroindústrias despolpadoras ou a despolpa em locais de atendimento aos turistas. A região das encostas litorâneas tem expandindo essas cadeias, ainda em pequenos volumes, mas indicando, a cada ano, potencialidade de venda. Na safra passada, o preço do quilo da fruta ficou na ordem de R$ 2,00/kg, em geral.

Cebola – Na região da Serra, as variedades superprecoces e precoces já foram semeadas e se encontram em germinação ou germinadas, recebendo os primeiros tratos culturais, como controle de ervas espontâneas e aplicações fitossanitárias, para a prevenção de doenças. Maio é o período tradicional da principal variedade produzida na região serrana, a crioula, que normalmente representa 90% da área média implantada, de 1.500 hectares. Praticamente toda essa área é cultivada por meio do transplantio das mudas, produzidas em viveiros/canteiros, operação executada manualmente, exigindo muita mão de obra. Nas propriedades que cultivam área pequena, a prática é familiar. Nas maiores lavouras, equipes são contratadas exclusivamente para isso, e se deslocam de uma propriedade para outra.

Pastagens e criações

Fase final da implantação de forrageiras de inverno ou de sobressemeados no campo nativo, em especial aveia e azevém, nas propriedades de produção leiteira e naquelas com integração lavoura-pecuária. No município de São Gabriel, as pastagens começam a ofertar condições para alimentação dos rebanhos de corte, sendo que a maioria delas ainda se encontra em estágio inicial de implantação. Na região do Alto da Serra do Botucaraí, as pastagens estão sendo adubadas com nitrogênio (adubação de cobertura).

Ovinos campo
Produtores acompanham a parição dos ovinos de raças tipo carne e tipo lã – Foto: Camila Domingues / Palácio Piratini / Arquivo
Ovinocultura – Os animais encontram-se em boas condições nutricionais e sanitárias. É recomendado adotar um calendário sanitário estratégico para o controle da verminose. Usualmente é recomendado dosificar o rebanho a partir de fins de junho, início de julho, quando os pastos estão secos, e repetir 60 dias após, ou seja, fins de agosto, início de setembro. Em algumas propriedades, os animais apresentam problemas de doenças no casco. Produtores acompanham a parição dos ovinos, tanto de raças de carne como de lã. Cuidados no pré-parto melhoram o índice de assinalação.

por Equipe do Site

Fonte : Felipevieira.com