RS: arrozeiros pedem a Bolsonaro soluções para o setor

Em ofício entregue ao presidente, orizicultores solicitam medidas relativas ao endividamento e implementação de plano de recuperação

02 de agosto de 2020 às 15h45
Por Canal Rural

semente híbrida de arroz resistente a plantas daninhas

Foto: Basf

Os arrozeiros do Rio Grande do Sul estiveram presentes na visita do presidente da República, Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira, 31, na cidade de Bagé. Na ocasião, o diretor da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Cristiano Cabrera, entregou documento com pleitos da classe arrozeira. O ofício, que já havia sido encaminhado a parlamentares do Congresso Nacional, também foi assinado pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag/RS).

O documento solicita a atuação dos parlamentares junto ao Poder Executivo no sentido de adoção de medidas aptas à mitigar as dificuldades do produtores de arroz do Rio Grande do Sul com relação ao endividamento, vez que os custos de produção, dificuldades de acesso a crédito oficial e burocracia bancária, sistema de seguro inacessível, entre outros gargalos, estão inviabilizando a atividade orizícola no país, segundo análise da Federarroz.

O setor pede, além da formatação de medidas estruturantes ao setor, ações aptas a mitigar as consequências do endividamento que acomete os produtores da parte sul do Estado do Rio Grande do Sul mediante implementação de Plano de Recuperação Econômica e Financeira dos Produtores de Arroz do Estado. Os arrozeiros solicitam a viabilização da renegociação de todo e qualquer passivo dos produtores da região sul do  estado, vencido há mais de um ano, existentes junto aos agentes financeiros, inclusive as cédulas rurais que restaram objeto de renegociações, perdendo sua natureza rural, bem como os demais valores lançados como prejuízo e em discussão judicial.

O pedido é de um prazo para adimplemento de 15 anos, sem prejuízo da carência de dois anos e juros de, no máximo, 5% ao ano, devendo a taxa de juros ser adequada à realidade da agricultura familiar e empresarial. O documento reitera ainda que a produção de arroz do Rio Grande do Sul é “de fundamental importância à soberania nacional, vez que a segurança alimentar do povo brasileiro é garantida pelos orizicultores gaúchos”.

Segundo Cabrera, o presidente Jair Bolsonaro informou que o assunto já está com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o ministro da Economia, Paulo Guedes. “Ele deve encaminhar o quanto antes, os ministros estão com uma ordem para tratar do assunto e estudar esta possibilidade. Pude explanar todas as dificuldades da classe, os motivos do endividamento como os problemas climáticos, alto custo de produção e falta de renda e todos os problemas estruturais que não são tratados que precisávamos de uma renegociação com urgência”, disse o presidente.

Fonte: Canal Rural

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