Rio+20 terá 6.000 empresários em eventos paralelos

Dois grandes eventos paralelos à conferência oficial das Nações Unidas irão agrupar empresários do mundo todo durante a Rio+20. São esperados 6.000 empresários. “É preciso aumentar o uso dos princípios da sustentabilidade”, diz Jorge Soto, diretor de desenvolvimento sustentável da Braskem e envolvido com estes megaeventos. “Sem os negócios, a economia verde não acontecerá”, continua.

Os dois eventos acontecem no Windsor Barra Hotel. Um deles é o Business Day, organizado pela Basd (Business Action for Sustainable Development), coalizão de três grandes redes empresariais internacionais e que reúnem indústrias e varejistas de todo o mundo. Acontece no dia 19 de junho e deve congregar presidentes e vices de grandes conglomerados em um painel de alto nível. Na pauta está criar uma ponte entre as lideranças empresariais e quem formula políticas. Reunirá empresários, representantes de ONGs e de governos.

O outro é o Fórum de Sustentabilidade Empresarial (CSF, na sigla em inglês), de 15 a 18 de junho. No encerramento esperam-se compromissos que serão levados à conferência oficial. A expectativa é que 2.000 CEOS discutam uma agenda focada na inovação. O fórum é mais uma vertente para fortalecer o elo entre os negócios e o desenvolvimento sustentável. Trata-se de uma iniciativa ligada às Nações Unidas através do Global Compact, uma plataforma das Nações Unidas para promover o desenvolvimento sustentável no mundo dos negócios.

Nesse evento estão programadas mais de 60 sessões centradas em seis eixos principais de discussão relacionados à agenda principal – clima e energia, água e ecossistemas, agricultura e comida, desenvolvimento social, cidades e urbanização, economia e financiamento do desenvolvimento sustentável. “A ideia é levar as conclusões ao evento principal”, diz Soto, da Braskem.

“Há uma grande mudança em como as empresas se enxergavam e eram vistas em 1992 e hoje”, diz ele, referindo-se à Rio92, há 20 anos. “Naquele momento as empresas eram as grandes poluidoras, o grande problema”, prossegue. “Hoje, sem as empresas não há futuro sustentável.”

Soto adianta que um grupo expressivo de empresas no Brasil está formulando uma carta de compromissos a ser enviada ao governo antes da Rio+20. Terá dez compromissos e sugestões para políticas de governo que possam apoiar as decisões. A iniciativa é do Comitê Brasileiro do Pacto Global. No conselho atual do Comitê estão a Braskem, Petrobras e CPFL além de Itaipu Binacional e Nutrimetal.

Fonte: Valor | Por Daniela Chiaretti | De São Paulo

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