Rio+20 será ponto de partida, diz embaixadora brasileira na ONU

Não se deve esperar que a Rio+20, uma reunião de cúpula sobre desenvolvimento sustentável que ocorre em menos de dois meses no Rio de Janeiro, repita os mesmos resultados da Rio 1992, indicaram há pouco duas autoridades brasileiras que estão à frente das negociações para a conferência.

“São duas conferências muito diferentes”, disse o secretário executivo da Comissão Nacional para o Rio+20, Luiz Alberto Figueiredo Machado, durante conferência “Desenvolvimento Sustentável: o Caminho para o Desenvolvimento”, promovido peloValor e pelo Financial Times em Nova York.

É inevitável a comparação entre as conferências. O nome Rio+20 significa, literalmente, que o Rio de Janeiro está recebendo uma grande conferência sobre desenvolvimento sustentado 20 anos depois da reunião de 1992.

Para ele, a Rio 1992 foi um “ponto de chegada” de várias negociações entre países que se ocorreram nos anos imediatamente anteriores e prontas para amadurecer. Um exemplo é a Convenção da Biodiversidade, um importante marco que foi assinado no encontro ocorrido há 20 anos.

“A Rio+20 será um ponto de partida”, disse a embaixadora brasileira nas Nações Unidas, Maria Luiza Ribeiro Viotti, quando chegava ao evento. Hoje, lembrou ela, as negociações estão partindo praticamente da estaca zero em temas como águas, oceanos, segurança alimentar, entre outros.

Ainda assim, afirmou, devem ser esperada a divulgação de uma lista significativa de tarefas para os governos perseguirem nos próximos anos, os chamados “Objetivos de Desenvolvimento Sustentado”.

Fonte: Valor | Por Alex Ribeiro | Nova York

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