Rio Uruguai inunda arroz

Plantio do cereal pode atrasar em três semanas em áreas alagadiças de São Borja

Com o rio Uruguai pelo menos dez metros acima do nível normal, áreas destinadas ao plantio de arroz em São Borja foram inundadas pela água ontem. Como as zonas alagadiças são, geralmente, as últimas a serem cultivadas, ainda não há informações de prejuízos. Neste momento, o maior problema é a iminência de atraso de pelo menos três semanas no plantio. As águas devem baixar dentro de uma semana, mas os produtores precisam de mais tempo para voltar com as máquinas que preparam o terreno para o plantio. Outros municípios da região seguem em alerta para a cheia. Geralmente, após atingir São Borja, as águas em seguida assolam Itaqui, Uruguaiana e, por fim, Barra do Quaraí.

A estimativa do Irga é que 10 mil hectares estejam submersos às margens dos rios Uruguai, Icamaquã, Butuí e outros menores. Na avaliação do agrônomo Vinícius Marques,  do Irga, a cheia não chegará a atingir os mil hectares já plantados que ficam em lavouras mais altas. O agricultor e pecuarista Vilson Elíbio Teichmann, que ontem calculava 200 hectares inundados, não se surpreende com o fenômeno, já vivenciado em anos anteriores. Ele ainda não iniciou o plantio de arroz por conta das baixas temperaturas e estima que hoje o nível do rio Uruguai suba um pouco mais, chegando a 12 metros acima do nível, e que a área atingida na sua fazenda chegue a 300 hectares. Ontem, o agrônomo Mário Canellas teve 50 ha, dos 1,4 mil a serem cultivados, inundados.

O Irga trabalha com a perspectiva de um ciclo normal para o cereal em São Borja, repetindo área de 50 mil ha. As próximas semanas ainda indicam períodos de temperaturas mais baixas que o convencional para a estação, mas o técnico Vinícius Marques destaca que, no estágio inicial, o arroz não fica comprometido. Mesmo assim, o presidente da Federarroz, Henrique Dornelles, destacou que ‘rio é rio e uma cheia sempre é prejudicial’.

Fonte: Correio do Povo

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