Rio Grande do Sul deve colher 2,700 milhões de toneladas de trigo nesta safra

Colheita do cereal no Estado foi aberta oficialmente nesta sexta, dia 25

Ricardo Cunha | Cruz Alta (RS)

Anelise Frozza

Foto: Anelise Frozza

Produtores do Estado estão animados com a safra

O Rio Grande do Sul abriu oficialmente na manhã desta sexta, dia 25, a colheita do trigo. O evento reuniu produtores e lideranças políticas na sede da Fundação Centro de Experimentação e Pesquisa Fecotrigo (Fundacep).
Mesmo com o excesso de chuva, que atingiu o Estado nos últimos dias, os produtores estão animados. Embora a Emater/RS-Ascar mencione uma possível queda no rendimento das lavouras se a previsão de chuva continuar, a produção estimada em 2.695.693 toneladas faz os produtores vislumbrarem a segunda maior safra gaúcha de trigo – a maior foi há dois anos (2.744.936 toneladas). Nesta safra, o cereal foi plantado em uma área 5% maior do que no ano passado.
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O Estado deve colher nesta safra 2,700 milhões de toneladas. Segundo o analista de mercado, Fernando Muraro Júnior, com esse resultado, o Rio Grande do Sul volta a assumir a liderança nacional na produção do cereal.
Qualidade

A pesquisadora da Embrapa Trigo, Eliana Maria Guarienti, palestrou no começo da manhã enfocando dois aspectos relacionados à produção de trigo: qualidade tecnológica – envolve normatização do governo, e qualidade sanitária. A respeito desse último ponto, a pesquisadora da Embrapa lembrou que o trigo é um alimento amplamente consumido, principalmente por crianças.

Nesse sentido, apresentou um estudo feito em agosto deste ano no Rio Grande do Sul pelo Mapa. De 15 amostras de trigo avaliadas, quatro não estavam em conformidade, indicando presença de resíduos de agrotóxicos. Ingeridos em grandes quantidades, esses resíduos estariam relacionados ao câncer e a doenças que atacam o fígado.
– Os consumidores querem produção ética. Usar essa tendência de consumo para alavancar as vendas no Brasil não é modismo. Devemos sempre buscar um padrão de qualidade para o trigo gaúcho, ser saudável sem deixar de ser competitivo – concluiu Eliana.
De acordo com o presidente da Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL), Caio Viana, a falta de uma política de apoio permanente ao setor é o que mais preocupa os produtores. Eles temem que depois dessa safra a triticultura volte a ser uma atividade desinteressante para o agronegócio brasileiro.
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Fonte: Ruralbr

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