Revitalização inicia fase final de planejamento

O 4º Distrito tem potencial construtivo de 1 milhão de metros quadrados com estimativa de R$ 1 bilhão que podem ser arrecadados à prefeitura através da venda desse potencial. É o que indica os estudos que desenham uma Operação Urbana Consorciada para a região, o modelo que tem tudo para ser o escolhido do Paço Municipal como norteador das obras no território.

O próximo passo é estabelecer um plano de negócios, o desenho da operação de incentivos econômicos para o projeto inalmente alorar. "Temos que ver de onde virão os recursos públicos para as obras do poder municipal e qual é a atratividade que se pode conseguir para a iniciativa privada ocupar a região", diz o vice-prefeito Ricardo Gomes, acrescentando que tem muitos interessados, mas que a prefeitura precisa fazer sua parte primeiro.

O projeto deve ser realizado por fases, mas ainda é preciso deinir qual a parte do 4º Distrito que será escolhida para dar início às obras. No modelo estudado pela prefeitura, o potencial construtivo é vendido primeiro e quem compra pode alocar seus metros quadrados em qualquer lugar da área demarcada, que nesse caso é o 4º Distrito.

Com a venda do potencial, a prefeitura gera recursos para realizar as obras na região. "Uma hipótese é expandir o potencial do 4º Distrito para o bairro Moinhos de Vento, e daí podemos vender o potencial construtivo do Moinhos e usar o recurso para as obras de revitalização", avalia Gomes.

No entanto, um dos desaios em dividir o projeto é que algumas intervenções públicas não podem ser feitas por etapas.

Exemplo disso é a questão da drenagem, um sistema único que deve custar em torno de R$ 600 milhões e abrange todo território. O Dmae estuda uma Parceria Público Privada para as obras de saneamento da região.

Outro ponto importante do projeto é incentivar a ocupação habitacional para além da atração de empresas, avalia Vaneska Henrique, da Unidade de Estudos Urbanos da prefeitura. Segundo a arquiteta e urbanista, as ediicações inventariadas podem servir para conjuntos habitacionais como Minha Casa, Minha Vida e residências de classe média. "É importante estabelecer múltiplos usos no território, inclusive de habitação", reforça Vaneska.

A reutilização de ediicações antigas está prevista no Masterplan do 4º Distrito, plano conceitual produzido pela Ufrgs que desenha o território revitalizado, dando ênfase para um desenvolvimento sustentável.

Segundo o vice-prefeito, esse é um dos motivos que fazem a revitalização não depender necessariamente do mercado da construção civil. "O que se vê no 4º Distrito é a reativação de diversos espaços que estavam em desuso ao invés de novas ediicações".

Agora, a prefeitura está compilando todas as informações sobre o projeto em um corpo único para deinir qual modelo seguir e por onde começar para depois apresentar na Câmara de Vereadores. "Saímos de uma fase de diagnóstico e conceitos, para o planejamento executivo. A ideia é começar ainda o quanto antes, mas a Covid-19 tem nos atrasado", lamenta Gomes.

Todo o projeto de revitalização do 4°Distrito deve durar em torno de 10 anos, segundo consultorias contratadas pela prefeitura de Porto Alegre.

Fonte: Jornal do Comércio

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