Restrição de crédito a fumo pode cair

Após pressão, governo federal tentará revogar resolução do Bacen

 Pepe Vargas (esq.) reconheceu que exigência é pesada<br /><b>Crédito: </b>  DAVID ALVES / DIVULGAÇÃO / CP

Pepe Vargas (esq.) reconheceu que exigência é pesada
Crédito: DAVID ALVES / DIVULGAÇÃO / CP

O governo federal voltou atrás e tentará revogar a resolução 4.107/12, que restringe o acesso de fumicultores ao Pronaf. A comitiva formada por parlamentares, prefeitos, Contag e Afubra obteve a garantia ontem, em Brasília, dos ministros do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Agricultura e do vice-presidente Michel Temer. Caberá ao Ministério da Fazenda negociar com o Banco Central. Para o MDA, isso não compromete a diversificação. Com a revogação, o percentual de renda obrigatoriamente advindo de outras culturas voltaria a ser de 20%.
Pela resolução em vigor desde junho, essa fatia subiu para 25% na safra 2012/2013 e chegará a 45% até o ciclo 2014/2015. Conforme a Afubra, se a escala chegar ao ápice, pelo menos 50% das 93 mil famílias de gaúchos serão excluídas do crédito de investimento. O ministro do MDA, Pepe Vargas, reconheceu o prejuízo que a medida pode ocasionar e justificou o pedido de revogação, ainda que o governo federal tenha assinado a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, da Organização das Nações Unidas, em que o Brasil se compromete a diminuir o consumo de fumo no país. "Incentivamos a diversificação, mas admitimos que a escadinha ficou pesada. Não podemos inviabilizar a produção de fumo, isso não quer dizer que deixaremos de fomentar a baixa do consumo."
O presidente da Afubra, Benício Werner, disse que a produção não tem relação direta com o consumo. Dados da Afubra indicam que o Brasil exporta 85% de sua produção. "Saímos muito satisfeitos das reuniões e acreditamos que o governo vai revogar a resolução. Enquanto a medida segue valendo, pelo menos neste ano, não haverá prejuízo, já que o percentual para 2012 é de 25%", avalia o dirigente.

Fonte: Correio do Povo

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