Restrições ao futuro do Brasil como líder agrícola

Koike acha que o Brasil pode se tornar o “grande superpoder” agrícola do mundo, mas para isso precisa resolver alguns problemas não desprezíveis

Marcos Santos/USP Imagens
Plantação de milho - agricultura

Segundo Guilhoto, políticas públicas para aumentar a competitividade da agricultura familiar no Brasil podem ter bons resultados, em especial as que proporcionem educação formal e acesso ao crédito

Agência FAPESP – A relação entre economia, agricultura, energia e meio ambiente no Brasil foi o tema de duas das palestras do Simpósio Brasil-Japão sobre Colaboração Científica, promovido pela FAPESP e pela Sociedade Japonesa para a Promoção da Ciência (JSPS) nos dias 15 e 16 de março, em Tóquio.

Joaquim Guilhoto, professor do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), abriu o debate sobre o assunto com uma exposição que partiu da agricultura familiar para chegar ao problema das emissões de gases de efeito estufa no Brasil.

Guilhoto mostrou que a agricultura familiar no país pode ter muitos efeitos positivos, como absorver mão de obra, reduzir o êxodo rural e as pressões sobre os grandes centros urbanos e contribuir para a geração de renda. Mas a análise do desempenho da agricultura familiar em comparação com o da agricultura de empresas mostra que a eficiência daquela é muito menor do que a desta.

De acordo com Guilhoto, políticas públicas para aumentar a competitividade da agricultura familiar no Brasil podem ter bons resultados, em especial as que proporcionem educação formal e acesso ao crédito.

“A produção agrícola nacional é uma das responsáveis pelo fato de o Brasil ter uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, com apenas 37,3% dependente de combustíveis fósseis. A biomassa representa 31,5%”, disse.

Apesar dessa característica tão positiva, afirmou Guilhoto, o Brasil é um dos maiores emissores de gases de efeito estufa (o quarto, depois de China, Estados Unidos e União Europeia).

Fonte: Exame Por Carlos Eduardo Lins da Silva, da

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