Renar fechou 2012 com mais prejuízo

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O diretor Henrique Roloff: em 2012, empresa conseguiu alongar e baratear dívidas com o BRDE e com o Banco Safra

A Renar Maçãs encerrou 2012 com resultados anuais em geral piores que no ano anterior, em parte impactados por uma redução de 15% no volume de produção de frutas, reflexo da redução da área de cultivo e da ocorrência de granizo em pomares próprios. O prejuízo líquido da empresa foi de R$ 23,035 milhões, ante a perda de R$ 21,599 milhões de 2011, o Ebitda foi negativo em R$ 5,691 milhões, depois de ter sido positivo em R$ 623 mil no ano anterior, e a receita líquida caiu 6,1% na comparação, para R$ 49,316 milhões. O balanço veio com uma ressalva do auditor, o que indica uma divergência com as normas contábeis.

A Renar destacou o aumento de 8% do preço médio das maçãs vendidas em 2012, que creditou à sua estratégia de concentrar as vendas no segundo semestre. Destacou ainda avanços observados no processo de negociação de ativos de baixa rentabilidade, com o objetivo de reduzir seus custos financeiros e endividamento e reforçar sua estrutura de capital. Nesse processo, foram erradicados 400 hectares de pomares menos produtivos. A companhia tem quase 3 mil hectares.

Em recente entrevista ao Valor, Henrique Roloff, diretor financeiro e de relações com investidores da Renar, lembrou que a empresa conseguiu alongar – e "baratear" – em 2012 dívidas tanto com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), de R$ 55 milhões, quanto com o Banco Safra (R$ 24 milhões). "O endividamento de curto prazo da companhia era quase impagável. Fizemos reestruturações nas frentes operacional e financeira, e as perspectivas para 2013 são melhores". Em dezembro, a dívida da companhia totalizava R$ 87,3 milhões.

No campo operacional, a empresa já trabalha mais com frutas de terceiros e pretende voltar a ampliar a participação das exportações em suas vendas – já foi de 30%, mas caiu para apenas 2%. Para Roloff, com as reestruturações realizadas, gestão profissionalizada e o apoio do fundo de private equity ECP, a Renar pode consolidar neste ano as bases para uma nova fase de seus negócios. (Colaborou Natalia Viri, de São Paulo)

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Fonte: Valor | Por Fernando Lopes | De São Paulo

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