Recuo reforçado com impasse em Horizontina

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Enquanto o Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina ainda tenta reverter as 170 demissões na fábrica de colheitadeiras e plantadeiras da John Deere, por meio de liminar na Justiça, números divulgados pela indústria de máquinas e implementos agrícolas reforçam o momento de retração do setor. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas de janeiro a setembro no mercado nacional recuaram 18% em relação ao mesmo período do ano passado. Em nove meses, a produção acumulada nas indústrias também teve baixa: 15,8%.

A queda foi a justificativa da John Deere para reduzir o quadro de funcionários da unidade em Horizontina, no noroeste gaúcho. O argumento não é reconhecido pelo sindicato dos trabalhadores – que ingressou com ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 4ª Região na última sexta-feira.

Segundo Jorge Luis Ramos, secretário-geral da entidade, não há razão para a redução de 30% no
número de funcionários, se o recuo da produção no ano é de metade desse percentual. Ramos leva em conta as 170 demissões da semana passada e outros 140 desligamentos de temporários e aposentados desde agosto. O sindicato também reclama de falta de negociação por parte da indústria.

– Foi oferecido apenas o plano de demissão voluntária, sem nenhuma vantagem – contesta Ramos, ao
lembrar que em 2012 a demissão de 104 funcionários, no mesmo modelo, foi revertida na Justiça.

A John Deere reafirmou que “tem como prática conduzir seus processos de forma ética e transparente”, com negociação de alternativas trabalhistas com funcionários e sindicatos.

Postado por Joana Colussi, às 12:07

Fonte: Zero Hora

07 de outubro de 2014

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