Receita com embarque de carne bovina do país cresceu 14% em janeiro

As exportações brasileiras de carne bovina (in natura e processada) alcançaram US$ 418,1 milhões em janeiro passado, um crescimento de 14% na comparação com os US$ 367,1 milhões do mesmo intervalo de 2016. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) foram compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). Em volume, os embarques de carne bovina aumentaram 10%, somando 107,3 mil toneladas.

Em nota, a Abrafrigo destacou o crescimento das vendas do produto para a China em detrimento de Hong Kong, que costuma ser a porta de entrada para o país asiático. Em janeiro passado, os embarques de carne bovina para a China mais do que dobraram, totalizando 18,2 mil toneladas. Em contrapartida, as exportações de carne bovina para Hong Kong diminuíram 4,2%, para 22,9 mil toneladas.

"Começou a aparecer também a tendência das exportações brasileiras para a China se concentrarem mais pela via continental, diminuindo a intermediação realizada pela cidade estado de Hong Kong, como deseja o governo daquele país", apontou a entidade no comunicado, em uma alusão às medidas adotadas pela China para combater o contrabando de carnes.

Depois de Hong Kong e China, o maior comprador de carne bovina brasileira em janeiro passado foi o Irã, que importou 11,5 mil toneladas do produto. Rússia, com compras de 10,9 mil tonelada, e Egito, com importações de 6,4 mil toneladas, completam a lista dos cinco maiores clientes da carne bovina brasileira.

Na avaliação da Abrafrigo, as exportações brasileiras de carne bovina devem crescer 10% este ano, superando 1,5 milhão de toneladas. A entidade projeta que a receita com essas vendas ficará acima do patamar de US$ 5,5 bilhões, mas ainda "bem distante" do recorde de US$ 7,7 bilhões verificado em 2014.

A expectativa da Abrafrigo de crescimento dos embarques leva em consideração a abertura de mercados como Canadá, México, Taiwan, Coreia do Sul, Indonésia e Japão, que ainda não compram a carne bovina brasileira.

Por Luiz Henrique Mendes | De São Paulo

Fonte : Valor

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