Área química também está na mira dos investimentos

Além dos planos de investir em agronegócios, o empresário José Carlos Grubisich pretende voltar à área química. Engenheiro químico, ele foi executivo na Rhodia e, por mais de seis anos, comandou a petroquímica Braskem.

De acordo com Grubisich, o fundo de participações Olímpia planeja levantar R$ 800 milhões para projetos nas áreas de química e energia renovável. A intenção é captar os recursos junto aos investidores quando os projetos já estiveram engatilhados.

"É aí que a gente quer se diferenciar dos fundos de private equity clássicos, que vão lá, pegam um volume de dinheiro e depois saem buscando projetos. Estamos muito mais focados em identificar projetos e depois criar um grupo de investidores nacionais e internacionais", afirmou.

No segmento químico, José Carlos Grubisich enxerga grandes oportunidades na venda do controle da Braskem à holandesa LyondellBasell, operação que está em andamento. De acordo com o empresário, o negócio pode ser o estopim de uma reestruturação da indústria química.

"Nesse rearranjo, ativos que estão atualmente dentro da Braskem ou da Lyondell no mundo provavelmente terão que ser desinvestidos". Em um negócio com esse, são naturais eventuais ajustes do portfólio combinado das duas companhias.

No caso dos ativos da Braskem e da Lyondell, Grubisich afirmou que a Olímpia já conta com investidores interessados. "Esse tema mais do que interessa. É um tema que a gente está trabalhando bastante", acrescentou.

No radar da Olímpia também estão empresas brasileiras do setor químico que eventualmente tenham problemas de sucessão ou desejem expandir sua área de atuação. "Esse é um mundo que me interessa", ressaltou, sem mencionar nomes. Outras oportunidades, acrescentou, poderiam surgir da venda de ativos químicos no Brasil por multinacionais. Nesse caso, citou a Indupa, vendida em 2016 pela Solvay para a Unipar Carbocloro.

Afora oportunidades na indústria química, Grubisich também prospecta possíveis negócios em energia eólica e solar. "Tem produção de energia em estacionamento, em shopping centers. São coisas que estão acontecendo no mundo", disse.

Por Luiz Henrique Mendes | De São Paulo

Fonte : Valor

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.