RÉDEA SOLTA | Ameaça para as exportações de mel

 

Maior produtor nacional de mel do país, o Rio Grande do Sul sentiria os efeitos de uma mudança que está em análise na União Europeia e pode afetar as exportações do produto para a região. Apesar de os deputados do parlamento europeu rejeitarem a mudança que altera regras, com impacto na importação de mel, a decisão ainda passará pelo conselho formado por representantes de 28 países da União Europeia.
Atualmente, a legislação em vigor determina a identificação, no rótulo, da presença de organismos geneticamente modificados quando for superior a 0,9% do mel (e não do pólen, que costuma representar 0,5% do mel). A proposta de alteração do conceito de pólen – se componente ou ingrediente do mel – surgiu a partir de uma ação judicial movida por um produtor alemão. De acordo com o presidente da Câmara Brasileira de Apicultura, o gaúcho José Cunha, o Rio Grande do Sul seria prejudicado por essa alteração:
– É mais uma disputa comercial do qualquer outra coisa.
A solução, se o conselho europeu mudar a decisão do parlamento, poderá passar por novos destinos. O Rio Grande do Sul produz, anualmente, cerca de 8 mil toneladas do produto, e exporta mais da metade.
– Podemos redirecionar o produto para Estados Unidos e Oriente Médio – avalia Cunha.
Se a mudança ocorrer, trará custos extras para a produção e exigirá a realização de análises laboratoriais constantes, para as quais ainda não há metodologia harmonizada, argumentam os apicultores. Na tentativa de evitar que a alteração seja aprovada, as embaixadas de Argentina, Brasil, Chile, Cuba, México e Uruguai na União Europeia (UE) enviaram uma carta conjunta ao parlamento europeu defendendo a manutenção das regras atuais.

 

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Fonte: Zero Hora

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