Radicado em Goiás, grupo neozelandês tem forte avanço

A Fazenda Colorado continuou na liderança dos 100 maiores produtores de leite do país em 2015, conforme o levantamento da MilkPoint. A fazenda faz parte da mesma holding que controla o Laticínios Xandó. Mas o ranking teve mudanças importantes e grupos que se destacaram pelo avanço em relação a 2014.

O grupo neozelandês Kiwi, com fazendas em Goiás, foi o que registrou maior crescimento absoluto na produção – aumento médio de 13.573 litros por dia, ou 100,7% a mais que no levantamento anterior. De acordo com a MilkPoint, esse crescimento ocorreu porque o grupo colocou outra fazenda de leite em operação. Com isso, o grupo subiu 27 posições no ranking, para o 12º lugar.

Outro destaque foi grupo Melkstad, de Carambeí (PR), cuja produção teve aumento médio de 8.782 litros por dia, para 17.982 mil litros. Marcelo Carvalho, da MilkPoint, destaca que o grupo saiu de 84ª posição em 2014 para 24ª no levantamento relativo ao ano passado. O relatório com o ranking dos 100 maiores também põe os holofotes sobre a Sekita Agronegócios, que produz em Minas Gerais, e teve aumento médio na produção de 7.524 litros por dia, saindo do sexto para o quarto lugar na lista.

Conforme o levantamento, Minas Gerais continua sendo o Estado com maior número de fazendas no ranking. A raça holandesa também seguiu sendo a mais utilizada nas propriedades (estava em 76 fazendas; eram 70 em 2014). Já a raça girolando estava presente 35 propriedades.

A pesquisa mostra ainda que 49% das fazendas de leite criam o rebanho de leite sob confinamento total, enquanto 19% têm sistemas baseados em pastagens. Uma fatia de 34% utilizam sistemas mistos. Duas propriedades informaram utilizar dois sistemas de produção, com parte do rebanho em confinamento e o outra parte alimentada a pasto.

Para realizar a pesquisa, a MilkPoint utilizou sua base de dados e fez um levantamento preliminar, por meio de contribuições ao seu site, sobre as fazendas que poderiam estar entre as 100 maiores. Foi usado como critério uma produção mínima diária de 7.500 litros. Para se chegar à media diária, foi considerada a produção comercializada em 2015. Os produtores selecionados foram consultados individualmente para confirmar dados. Em relação à pesquisa de 2014, houve algumas alterações: cinco produtores optaram por não participar, 10 ficaram abaixo dos 100 maiores, dois não produzem mais leite e 17 novos produtores entraram no ranking.

Por Alda do Amaral Rocha | De São Paulo

Fonte : Valor

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