Queima da cana-de-açúcar será proibida no Estado de São Paulo

Medida da Secretaria de Estado do Meio Ambiente torna ilegal a queima das 6h às 20h e em qualquer período do dia ou da noite em que a umidade relativa do ar for inferior a 20%

Claudio Gottfried

Foto: Claudio Gottfried / Agencia RBS

Área a ser colhida com o uso do fogo no Estado até o final do ano é de dois milhões de hectares

Uma resolução da Secretaria de Estado do Meio Ambiente que será publicada nesta quarta, dia 22, proíbe a queima da palha da cana-de-açúcar em todo o Estado de São Paulo no período das 6h às 20h, a partir de 1º de junho. A medida também determina a suspensão da queima em qualquer período do dia ou da noite quando a umidade relativa do ar, medida entre 12h e 17h nos postos oficiais, for inferior a 20%. A portaria vigora até o dia 30 de novembro. A área a ser colhida com o uso do fogo no Estado até o final do ano é de dois milhões de hectares, equivalente a 14 vezes o município de São Paulo.
De acordo com a Secretaria, a previsão de um inverno mais seco agrava o risco das queimadas em todo o Estado. Conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o número de focos de calor em 2013 está 15% superior ao ano passado. De janeiro até esta terça, dia 21, foram detectados 406 focos de queimadas, ante 359 no mesmo período de 2012. O levantamento leva em conta o satélite usado como referência pelo INPE. O número inclui o fogo controlado, usado nos canaviais paulistas para facilitar a colheita.
Combate aéreo

A Operação Corta-Fogo versão 2013, que será lançada pelo secretário Bruno Covas no dia 29, em São José do Rio Preto, prevê o uso de aviões para combater incêndios em matas e florestas. A Secretaria vai autorizar a contratação de empresas especializadas na prestação de serviços de locação e voos de aeronaves, associados ao uso de produtos químicos capazes de retardar o avanço das chamas. Será mobilizado um sistema de monitoramento capaz de identificar em tempo real as condições favoráveis à ocorrência de incêndios florestais e gerar alertas. Uma campanha com foco nos usuários de rodovias vai lembrar que provocar incêndio é crime ambiental punido com prisão e multa.

Agência Estado

Fonte: Ruralbr

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