Queda no preço internacional pressiona cotações do algodão no Brasil

Indicador do Cepea caiu 1,4% em uma semana

por Globo Rural On-Line

Domínio Público

Nos EUA, produtores diminuem o ritmo de colheita para oferta não pressinar preços, informa o Imea (Foto: Domínio Público)

A queda nas cotações internacionais de algodão pressiona as cotações do produto no mercado brasileiro. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (6/11) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que fala também em alguma retração da ponta compradora.
“Produtores ainda estão firmes em seus pedidos, mas comerciantes e tradings estão mais ativos no mercado e flexíveis nos valores – vale ressaltar que os estoques desses agentes estão baixos. Já os representantes das indústrias acreditam que os preços devem seguir em queda e, dessa forma, estão fora de mercado e continuam processando a pluma que têm em estoque”, avaliam os pesquisadores.
Entre 29 de outubro e 5 de novembro, o Indicador Cepea/Esalq com pagamento em 8 dias caiu 1,4%, a R$ 2,0721 por libra-peso nessa terça-feira (5/11). Nos primeiros dias de novembro, o Indicador já recuou 0,85%, com média de R$ 2,0739 por libra-peso.
Em Mato Grosso, o Instituto de Economia Agropecuária do estado (Imea) informou no boletim semanal sobre a cultura, divulgado na segunda-feira (4/11) que o cenário permaneceu baixista para o algodão, acompanhando a tendência internacional.
A expectativa é de diminuição em torno de 26% da safra dos Estados Unidos. Mesmo assim, há pressão de oferta com o avanço da colheita que, até semana passada chegou a 34% da lavoura. A pressão vem também de mercados como China e Índia, que concentra, grandes estoques da pluma indicando um cenário de superoferta.
“O avanço da colheita tem derrubado os preços do algodão na Bolsa de Mercadorias de Nova Iorque, que no dia 30/10 fechou com o menor valor desde o dia 17 de janeiro. Para tentar manter o preço com pelo menos o mínimo de controle, os produtores têm diminuído o ritmo”, avaliou o Imea
Na semana passada, de acordo com o Imea, além da pressão vinda de fora, houve maior oferta interna em função do “final do beneficiamento”, ajudando a empurrar as cotações para baixo. A queda no estado foi de 1,7%. Em Sorriso, por exemplo, a pluma chegou a R$ 63,70 por arroba na sexta-feira (1/11).
“Praticamente não ocorreram negociações para exportação em Mato Grosso. As vendas para a indústria nacional, mesmo com pouca liquidez, foram o que movimentou o mercado da pluma”, informou, com base nos resultados da segunda quinzena de outubro, quando foram registradas na Bolsa Brasileira de Mercadorias operações com 17,4 mil toneladas do produto.

Fonte: Globo Rural

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