Queda no plantio de algodão e milho derruba lucro da Monsanto no 1º tri

Tim Boyle/BloombergGrant: apesar de "ventos contrários", múlti continuará entregando crescimento

O lucro líquido da Monsanto, gigante americana que atua nos mercados de sementes e agroquímicos, caiu 34% no primeiro trimestre fiscal de 2015 (corresponde aos três meses encerrados em 30 de novembro de 2014), em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, para US$ 243 milhões. O lucro por ação saiu de US$ 0,69 para US$ 0,50, na mesma comparação.

Conforme balanço divulgado ontem pela companhia, as vendas líquidas somaram US$ 2,87 bilhões, 8,7% menos que em igual período do exercício anterior. Em comunicado, a Monsanto afirmou que o resultado era esperado, devido à menor área de plantio com milho na América do Sul e com algodão na Austrália.

Para o CEO da empresa, Hugh Grant, os "ventos contrários" no segmento agrícola persistem no curto prazo, mas a "habilidade da companhia em entregar novas soluções para ajudar os agricultores" traz a oportunidade de "entregar crescimento tanto no ambiente atual quanto no longo prazo".

O milho permanece como o principal produto para a múlti. No primeiro trimestre, a receita obtida com sementes e "traits" (eventos transgênicos) do grão alcançou US$ 928 milhões, quase 12% menos que no período análogo de 2013. As sementes e "traits" de soja, por sua vez, geraram receita de US$ 396 milhões, alta de 48,3%.

A Monsanto credita o forte salto na soja ao aumento do uso da semente Intacta RR2 PRO na América do Sul, com destaque para o Brasil. No mercado de algodão, houve queda das vendas no exercício encerrado em 30 de novembro – de 39,4% em relação ao período fiscal anterior, a US$ 83 milhões. A receita com hortaliças ficou praticamente estável, a US$ 155 milhões.

No total, a área de sementes e genômica, da qual a companhia retira a maior parte de seus lucros, registrou vendas de US$ 1,621 bilhão no primeiro trimestre de 2015, baixa de 3,3%. Já a receita com defensivos agrícolas caiu 14,8%, para US$ 1,249 bilhão.

 

Fonte: Valor |  Por Fernanda Pressinott

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