Queda nas exportações à China afeta negócios em 2020

Ainda que em 2019 a exportação de tabaco tenha ajudado a melhorar os embarques e o faturamento do agronegócio, os indicadores dos primeiros meses de 2020 não são nada animadores.

No ano passado, o fumo registrou elevação nos negócios em 13,9%, de US$ 1,55 bilhão para US$ 1,77 bilhão, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag).

Agora, diz o economista Sérgio Leusin Júnior, um dos responsáveis pelos indicadores, há queda já se aproxima de 30%.

O principal responsável pelo baque seria a China, que em determinados períodos teria zerado a compra e retraído a conta em mais de 40%. E não seria reflexo da pandemia, mas ainda de postergações ocorridas durante a greve dos caminhoneiros em 2018, o que teria desequilibrado até hoje o embarque de fumo ao gigante asiático, de acordo com o Sinditabaco.

O sindicato afirma que a China segue sendo um grande comprador de tabaco brasileiro, com compras que costumam ocorrer nos meses de setembro, outubro e novembro. A queda nas exportações no primeiro trimestre de 2020, em comparação com o ano anterior, já seria esperada devido a questões logísticas e decisão dos clientes chinês, que postergando embarques realizados no segundo semestre de 2018 para o início de 2019. O sindicato defende, ainda, que o desempenho do setor deve ser avaliado dentro do ano, considerando a sazonalidade.

Fonte: Jornal do Comércio

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