Queda de reservatórios do Sul chega a 15,37%

Patamar está 29,56 p.p. abaixo dos 44,93% verificados há um ano
A estiagem que atinge a Região Sul leva o nível dos reservatórios do subsistema Sul para uma situação cada vez mais crítica.O armazenamento das hidrelétricas atingiu, no domingo, os 15,37%, queda de 0,73 ponto percentual (p.p.) em relação aos 16,10% anotados no domingo anterior, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O patamar atual está 29,56 p.p. abaixo dos 44,93% verificados há um ano.

Em abril, o Sul registrou afluências (volume de água que chega aos reservatórios das hidrelétricas) de apenas 16% da média histórica para o período, e as projeções mais atualizadas para maio indicam que esse comportamento deve se repetir em maio.

Com isso, o operador estima que, ao fim deste mês, o nível de armazenamento baixará ainda mais, até 15,2%. Para esta semana, está previsto o avanço de uma frente fria pela região, ocasionando chuva fraca nas bacias dos rios Jacuí, Uruguai, Iguaçu, Paranapanema, que compõem o subsistema, o que pode contribuir para evitar reduções maiores no nível médio dos reservatórios. Existem usinas em situação dramática, como Mauá, com 1,39% armazenamento; Barra Grande, com 5,7%; e Salto Santiago, com 7,21%.

Em função do cenário adverso que se observa desde o início do ano no Sul, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) estabeleceu medidas emergenciais na tentativa de minimizar os impactos da estiagem nos reservatórios da região. Tais ações foram mantidas mesmo após a redução da carga observada no subsistema em decorrência dos impactos da pandemia de Covid-19 na atividade econômica. Entre as iniciativas adotadas estão a ampliação do intercâmbio de energia do restante do País para a região e a importação de energia elétrica da Argentina ou do Uruguai.

No Sudeste/Centro-Oeste, considerado a “caixa d”água” do setor elétrico brasileiro por corresponder a 70% da capacidade de armazenamento do País, o nível dos reservatórios segue em recuperação.

A redução da carga provocada pelas medidas de combate à disseminação do novo coronavírus, em associação com o cenário hidrológico mais favorável nos meses de fevereiro e março, permitiu que o nível dos reservatórios da região atingisse 55,03%, patamar não visto na região desde julho de 2016.

Na mais recente projeção, divulgada na última quinta-feira, o ONS estimou que a afluência no subsistema Sudeste/Centro-Oeste ficará em 83% da média histórica de maio.

Fonte: Jornal do Comércio

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