Quase metade dos embarques brasileiros de carne suína foi para a China neste ano

Nos primeiros quatro meses de 2020, volume exportado para o país asiático foi 161% maior, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal

Fabio Gomes / Especial
Em quatro meses, a receita das exportações de suínos para a China cresceu 225%, representando mais da metade do totalFabio Gomes / Especial

As exportações brasileiras de carne suína continuam no ritmo do apetite chinês. Ainda sob os impactos da peste suína africana, o país asiático mantém a demanda pela proteína. Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram crescimento das vendas do produto em volume e receita, tanto em abril quanto no acumulado do ano.

No mês passado, os embarques totais de carne suína chegaram a 72,8 mil toneladas, 19% a mais do que em abril de 2019. Em receita, foram US$ 165,2 milhões, alta de 31,9%. No quadrimestre, a soma é de 280,8 mil toneladas (+28,4% a mais) e faturamento de US$ 650,3 milhões, um avanço de 53,5% sobre igual período do ano passado.

A China foi destino de quase metade do volume embarcado pelo Brasil nos primeiros quatro meses de 2020. E também em abril. As 131,69 mil toneladas exportadas para lá no quadrimestre representam volume 161% maior do que no ano passado. A receita cresceu ainda mais: 225%, somado US$344,73 milhões, mais da metade do faturamento total.

– A crise sanitária de peste suína africana iniciada na China em 2018 segue pressionando positivamente as vendas para as nações da Ásia, onde foram registradas as maiores altas nas exportações, amenizando as elevações de custos de produção – avalia Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

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