Quanto custam ações que podem garantir retirada da vacina contra aftosa no RS

Somente o governo precisa investir, inicialmente, R$ 10,6 milhões na contração de servidores e compra de veículos

Fernando Kluwe Dias / Seapi,Divulgação
Apoio das entidades à retirada da vacina está condicionado ao cumprimento das exigências do Ministério da AgriculturaFernando Kluwe Dias / Seapi,Divulgação

O governo do Estado terá de investir, inicialmente, pelo menos R$ 10,6 milhões para que possa atender a recomendações feitas pelo Ministério da Agricultura para a retirada da vacina contra a febre aftosa. Essa cifra refere-se ao gasto anual com os 150 terceirizados que precisam ser contratados para reforçar o quadro e a 72 dos cem veículos destinados à frota do Departamento de Defesa da Secretaria da Agricultura.

As duas medidas são consideradas as importantes entre os 18 apontamentos feitos na auditoria do ministério. E a execução – ou não – é tida por entidades do setor como crucial para garantir que há segurança para deixar de imunizar bovinos e bubalinos.

O investimento foi mapeado pela pasta e precisa receber aval da Junta de Coordenação Orçamentária e Financeira do Estado. Foram orçados R$ 5 milhões para aquisição de 72 veículos. E R$ 5,6 milhões  por ano para pagamento dos terceirizados. O ministério deve liberar outros R$ 3,5 milhões, que serão para compra de outros 28 veículos e oito drones. 

Todos os ajustes solicitados precisam ser feitos até agosto. Neste momento, a decisão da Secretaria da Agricultura é de encaminhar em maio o pedido para retirada da vacina.

Antes disso, antecipa para março a primeira etapa da campanha de imunização. E, depois disso, em agosto, fica na dependência do aval final para a evolução do status sanitário. Pelo menos esse é o acordo fechado, por ora, com entidades representativas do agronegócio. O apoio do produtor é considerado pré-requisito para a mudança pelo secretário Covatti Filho. 

No caminho para a evolução, a pasta vem contando ao longo dos últimos anos com a parceria do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa). De gestão privada, administra recursos de contribuição feita por produtores e agroindústrias. Arrecadou R$ 16,36 milhões e desembolsou R$ 9,15 milhões (grande parte para indenizações) em 2019. Mas ao longo dos anos investiu, ainda, em estrutura, treinamento e manutenção de credenciamentos importantes.

Fonte: Zero Hora

20/02/2020 – 22h07minAtualizada em 20/02/2020 – 22h07min

GISELE LOEBLEIN

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