Pátria adquire mais uma distribuidora de insumos

Imagem retirada do site do Ministério da Agricultura

O Pátria Investimentos continua a ampliar sua aposta no segmento de distribuição de insumos agrícolas. Depois de assumir o controle de duas redes no ano passado, uma no Paraná e outra na Colômbia, a empresa acaba de comprar uma participação majoritária na Impacto, de Mato Grosso, e, conforme o Valor apurou, continua avaliando oportunidades para continuar a crescer no segmento.

Procurado, o Pátria preferiu não comentar a informação. A participação adquirida e o valor do negócio não foram revelados. Segundo Ânderson Galvão, CEO da consultoria Céleres, que em parceria com a LKM assessorou a Impacto na operação, a rede mato-grossense tem quatro lojas (uma delas "express") e fatura cerca de R$ 400 milhões por ano.

A Impacto foi fundada no município de Sorriso em 2008 por Nilson Bedin e Fabiano Rodrigo Fiut. Conforme Bedin, depois que a empresa fechou acordo com uma grande multinacional de sementes e defensivos foi inaugurada uma unidade em Sinop, e mais tarde a rede chegou a Matupá e depois inaugurou a loja "express" – quase sem ativos, mas onde o produtor pode fazer encomendas -, em Ipiranga do Norte.

Segundo ele, nesse processo de expansão a Impacto investiu em governança e, com a casa arrumada, passou a atrair o interesse de investidores. Mesmo assim, disse, agora passará a ter uma segurança financeira praticamente impossível de ser conquistada sem um controlador como o Pátria.

"Qual o grande risco de uma distribuidora de insumos? Vender e não receber. Com o Pátria, passamos a ter outro patamar de crédito", disse Bedin, que seguirá na Impacto com uma cadeira no conselho de administração.

Segundo Ânderson Galvão, o processo de consolidação do segmento de distribuição de insumos, impulsionado nos últimos anos por fundos de investimentos, tende a ganhar novo contornos, uma vez que as grandes redes bem administradas já foram adquiridas.

"Ainda poderemos ter mais algumas grandes transações, mas poucas. Daqui para frente, a tendência é vermos um número maior de transações de menor porte, com redes médias comprando outras menores", disse.

O Pátria fez sua estreia nesse segmento no ano passado, com a compra do controle do Grupo Pitangueiras, do Paraná. Com faturamento da ordem de R$ 250 milhões por ano, a rede paranaense contava então com 11 unidades de distribuição e vendas nas regiões de Curitiba e Campos Gerais, como informou o Valor durante o processo de negociação.

Segundo apurou a reportagem, a segunda tacada da empresa nessa área foi na Colômbia, com a compra do controle do Grupo Gral, formado por oito empresas. "O Pátria tem planos ambiciosos nesse segmento. Não é difícil que, em pouco tempo, passe a contar com uma rede nacional de distribuição, ainda que formada por empresas independentes", afirmou um analista.

Fonte: Valor | Por Fernando Lopes | De São Paulo