Protesto cobra bônus

Manifestações prosseguem hoje em Porto Alegre à espera de reunião na Casa Civil em Brasília

 Agricultores bloquearam acesso ao prédio do MDA e ao Ministério da Agricultura<br /><b>Crédito: </b>  PEDRO REVILLION

Agricultores bloquearam acesso ao prédio do MDA e ao Ministério da Agricultura
Crédito: PEDRO REVILLION

Agricultores familiares ligados à Fetraf-Sul fecharam ontem o acesso ao prédio que abriga os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Agricultura, na Capital, impedindo a entrada de funcionários, que foram dispensados. No final da tarde, eles desocuparam o pátio e se deslocaram para o Parque Harmonia. A coordenadora da Fetraf, Cleonice Back, disse que os 700 produtores permanecem hoje mobilizados na Capital.
O movimento cobra agilidade na liberação de medidas emergenciais para enfrentar as consequências da seca. A principal meta é sensibilizar o governo federal a conceder bônus adimplência de 50% na linha de crédito emergencial com limite de R$ 10 mil por produtor, anunciado semana passada. Outro objetivo é dar força ao movimento que será recebido hoje pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Em Brasília, às 15h, a direção nacional da Fetraf entrega a pauta que abre a Jornada de Lutas do movimento e pedirá atenção especial às medidas emergenciais de socorro aos produtores atingidos pela seca.
Em Porto Alegre, Cleonice apresentou os pedidos e solicitou o auxílio na interlocução à delegada federal substituta do MDA no RS, Dalva Schreiner, e ao superintendente regional do Ministério da Agricultura, Francisco Signor. "Precisamos de agilidade para a ajuda chegar aos produtores porque a situação é lastimável", disse Cleonice.
Produtores como Nelcindo Henicka, que viajou 11 horas desde Tiradentes do Sul, esperam solução. Ele trouxe na bagagem amostras de milho e de soja da sua propriedade e as estendeu na calçada. "Os quatro hectares de milho foram perdidos porque o grão não se formou, só deu para a silagem", lamentava, comparando o tamanho da espiga a um pequeno celular.

Fonte: Correio do Povo

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