Prorrogação de TEC gera polêmica

A prorrogação para até 30 de novembro do prazo de importação de trigo com tarifa (TEC) zero para uma cota adicional de 400 mil toneladas causou contrariedade na Região Sul, maior produtora no país. Às vésperas da colheita, o setor cobra a suspensão da medida. É a segunda vez que a Camex estende a isenção e amplia a cota desde abril, com a meta de evitar a alta de preços do grão, prejudicado por quebras de safra no Brasil e Mercosul. Com a decisão, o total autorizado com redução tarifária atinge 2,7 milhões de t. O prazo anterior terminou em 31 de agosto.

A Fecoagro enviou ontem ofícios à Camex e aos ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores alertando que o produtor gaúcho será prejudicado. ‘A colheita ocorre nos meses de outubro e novembro, mesmo período que estará sendo internalizado o trigo importado com alíquota zerada, fazendo concorrência direta com nosso trigo’, critica o superintendente da Fecoagro, Tarcísio Minetto. ‘Isso é um absurdo, não foi o acordado na Câmara Setorial, irá interferir nos preços ao produtor’, diz o presidente da Comissão de Trigo da Farsul, Hamilton Jardim. Segundo fonte ligada à Câmara Setorial das Culturas de Inverno, o setor produtivo sequer foi consultado. Segundo o assistente da Superintendência da Conab/RS, Ernesto Irgang, o estoque público é praticamente zero no país. Há apenas 375 t em Minas Gerais.

Fonte: Correio do Povo

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