Proposta de proteger vinho nacional provoca boicote

Restaurantes ameaçam deixar de vender bebida de quem apoia a medida

Vem do centro do país um movimento contrário à proposta do governo de proteger o vinho nacional ante a bebida importada. Via Twitter, os chefs de restaurantes cariocas Roberta Sudbrack e Felipe Bronze sugeriram boicote a vinícolas brasileiras que apoiassem a proposta.
Com a polêmica, dirigentes do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), entidade que apontou a necessidade de medidas de proteção viajaram para Rio de Janeiro e São Paulo na tentativa de defender a salvaguarda frente a importados.
Para o diretor executivo do Ibravin, Carlos Raimundo Paviani, que permanece até hoje São Paulo, a concorrência dos importados não é ilegal, mas desleal neste momento. Paviani garante que a maioria das vinícolas apoia o estudo que determinará se as medidas de salvaguarda são necessárias.
– O que estamos buscando é regular as importações – acrescenta.
Paviani avalia que há uma interpretação equivocada da proposta, dando a entender que haverá aumento de imposto de importação. O executivo explica que podem ser adotadas cotas para a entrada de vinho.
Proprietário do restaurante Aprazível, no bairro carioca de Santa Teresa, Pedro Hermeto informa que retirou da carta de vinhos produtos de duas vinícolas gaúchas favoráveis à medida para barrar o ingresso de importados.
– O vinho não é produto como soja, ouro ou cobre. É cultural. Não é restringindo a entrada dos importados que você irá melhorar a qualidade – afirma o dono do restaurante.
Na avaliação de Hermeto, a qualidade média do vinho nacional melhorou nos últimos anos, especialmente nas vinícolas de menor porte. Na carta do Aprazível, havia 60 vinhos nacionais antes do boicote. Entre os estrangeiros, estão 160 rótulos, todos da Europa, a exceção de um único argentino.
Pelo Twitter, a chef Roberta Sudbrack, do restaurante carioca de mesmo nome, convocou os 30 mil seguidores a assinar uma petição contrária à salvaguarda. Roberta também retirou da carta rótulos de vinícolas favoráveis à medida. Ontem, a chef estava na França. Em texto divulgado por sua assessoria, Roberta afirma que é a favor do vinho nacional.
Além do Ibravin, outras entidades, como Uvibra, Fecovinho e Sindivinho, reforçam o pedido de salvaguarda.

Fonte:  Zero Hora | CAXIAS DO SUL

2 comentários sobre “Proposta de proteger vinho nacional provoca boicote

  1. O movimento de boicote dos restaurantes e bares aqui no RJ nada mais é que uma medida de salvagurda dos consumidores !!!

    Por que seremos obrigados a beber um vinho que não queremos ?

    Em diversos restaurantes de Copacabana , já não há um unico rotulo nacional nas cartas.

  2. Estamos vivendo uma espécie de TUTELA de consumo onde somos obrigados a consumir o que governo
    manda, SEMPRE PRODUTOS RUINS E MUITO MAIS CAROS.

    Abaixo os vinhos nacionais, antes eu tomava espumante nacional, agora nem isso vou tomar.

    FORA ABRAVIN!!!

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