Projetos de irrigação beneficiam pequenos produtores do RS

Só na Região das Missões, 66 pequenos agricultores serão contemplados.
Objetivo da parceria entre governo e URI é evitar prejuízos da estiagem.

Um projeto de irrigação desenvolvido em 25 municípios da Região Noroeste do Rio Grande do Sul está levando benefícios para pequenos agricultores. A parceria do governo do Estado com uma universidade da região tem como objetivo evitar os prejuízos causados pela estiagem, como mostra a reportagem do Campo e Lavoura (veja o vídeo).

Na propriedade de Liria Christofari em Santo Ângelo, nas Missões, diversos tipos de frutas são cultivadas. Mas o principal produto é o melão, cultivado em duas variedades. A produção, que ocupa dois hectares, vem sendo ampliada a cada ano, mas a agricultora acredita que, se conseguisse produzir mais, não faltariam compradores. “Na verdade, falta produto. Mercado a gente tem para tudo que nós produzimos”, diz ela.

Agora, a propriedade será contemplada por um sistema de irrigação. A agricultora prevê crescimento na produtividade e também nas vendas. “A irrigação vai proporcionar isso também, porque nós vamos poder produzir muito mais com mais qualidade e, a partir disso, nós queremos ver não só a fruta in natura no mercado, mas sim a fruta industrializada também”, afirma Liria, confiante na expansão dos negócios.

No total, 66 projetos de irrigação foram elaborados nos municípios da Região das Missões. São todas propriedades da agricultura familiar, escolhidas principalmente pela disponibilidade de água para implantação do sistema. “A gente vê se tem disponibilidade de água perto da propriedade, também analisa o solo, se ele tem possibilidade de ser irrigado, e leva em conta a cultura para definir o tipo de irrigação e posteriormente o dimensionamento do sistema de irrigação”, explica a engenheira agrônoma Márcia Dezen.

Cada tipo de cultura recebe um sistema de irrigação apropriado. Para o melão, por exemplo, o mais indicado é o gotejamento. “Até pelo espaçamento da cultura, com a necessidade de não molhar muito a folha, (a irrigação) tem que ser localizada. A irrigação nas culturas garante a produtividade em épocas que não ocorre precipitação. Indiretamente, garante a renda pela garantia de produção”, complementa a engenheira agrônoma.

A Universidade Regional Integrada (URI) fará a compra dos equipamentos, que devem ser instalados até o início do ano que vem. Os agricultores só precisam providenciar a rede elétrica. O investimento da Secretaria Estadual da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico e da universidade é de R$ 1,4 milhão. O contrato de comodato é de dois anos, mas possivelmente os equipamentos serão doados aos agricultores depois deste período. Pesquisas nas áreas produtivas, econômicas e também sobre processos de administração rural serão feitas pelos estudantes dos cursos de graduação e mestrado da universidade.

Fonte: G1

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