Projeção de recuo no trigo

Primeiro levantamento das culturas de inverno da Conab aponta recuo de 14,6% na produção

Falta de umidade do solo dificulta começo do plantio no Estado Crédito: FELIPE DORNELES / CP MEMÓRIA

Falta de umidade do solo dificulta começo do plantio no Estado
Crédito: FELIPE DORNELES / CP MEMÓRIA

Mesmo com aumento de 4,7% na área semeada com trigo, de 932,4 mil para 976,2 mil hectares, a primeira estimativa das culturas de inverno divulgada, ontem, pela Conab no nono levantamento de safra 2011/2012, aponta que a produção deve recuar no Estado. O plantio no Rio Grande do Sul é o mais atrasado devido à estiagem, que dificulta a semeadura, prevista para se prolongar em julho. Isso pode comprometer produção e produtividade. No comparativo com 2011, a nova safra deve chegar a 2,34 milhões de toneladas, queda de 14,6%. O recuo da produtividade é estimado em 18,4%, não ultrapassando 2.400 quilos por hectare. Feita entre 14 e 18 de maio, a pesquisa indica quase nada plantado.
O superintendente da Conab/RS, Glauto Melo Junior, explica que, embora o estudo considere a média histórica e os dados sejam comparados à safra anterior, muito boa, estes números devem mudar no próximo estudo, no fim do mês. "A expectativa é que a área tenha acréscimo de 10%, e, assim, produção e produtividade também seriam alteradas." O presidente da Comissão de Trigo da Farsul, Hamilton Jardim, avalia que, exatamente pelo fato de poucas áreas terem sido plantadas, qualquer estimativa é precipitada. Segundo ele, o produtor deve fazer o que estiver ao seu alcance, principalmente, investir em tecnologia, para ter boa produção, qualidade e liquidez. O presidente da Fecoagro, Rui Polidoro Pinto, concorda.
Conforme a Conab, o Brasil terá área 11,3% menor, de 1,9 milhão de hectares. No Paraná, estado historicamente líder e já com plantio quase concluído, o recuo deve ser de 24%, para 792,3 mil hectares. Dentre os fatores de desestímulo, estão dificuldade de venda e elevação de custo. Em encontro do setor em Passo Fundo, o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, defendeu cotas de importação para maior competitividade do cereal, além da unificação do ICMS entre estados.

Fonte: Correio do Povo

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