Programa de gestão ambiental Ecojus celebra 10 anos

 

Crédito: © Maskot/Corbis

“A gestão moderna, implementada ao longo de diversas administrações, resulta, além do reconhecimento nacional do nosso Poder Judiciário, em uma visão de futuro onde o trabalho do Ecojus possui grande relevância”. A afirmação foi feita no dia 8 de julho, no auditório do Palácio da Justiça, pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), desembargador José Aquino Flôres de Camargo, na solenidade de abertura do seminário Os 10 Anos de Conquistas do Ecojus – Programa de Educação e Proteção Ambiental e de Responsabilidade Social do TJRS.

O presidente do TJ lembrou que o embrião da consciência ambiental já alcança diversos outros setores do Judiciário, incluindo as obras do Judiciário, idealizadas pelo Departamento de Engenharia, Arquitetura e Manutenção (Deam), que privilegiam os aspectos ecológicos. Destacou a construção dos prédios dos novos Foros equipados – entre outros dispositivos – com telhados verdes. Isso permite o uso racional de água, além de influenciar na temperatura ambiente e consequente redução de energia elétrica.
“Temos sido criativos porque não se deve descuidar do meio ambiente. Por isso, nossas obras são referência”, acrescentou. O magistrado recebeu da juíza Cíntia Teresinha Burhalde Mua, uma das coordenadoras do Sistema de Gestão Ambiental do TJ, um exemplar do Diagnóstico Ambiental e Plano de Gestão de Resíduos Sólidos do Tribunal de Justiça do RS.
A juíza Patrícia Antunes Laydner, que também é uma das coordenadoras do Sistema de Gestão Ambiental do TJ, enfatizou o crescimento, em termos de dimensões institucionais, do trabalho desenvolvido. Lembrou, ainda, que é preciso olhar para o futuro em termos de gestão ambiental. O novo desafio é o Plano de Logística Sustentável, normatizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), projetou.
Participaram ainda da solenidade de abertura do seminário o Corregedor-Geral da Justiça, desembargador Tasso Caubi Soares Delabary; o juiz-diretor do Foro da Comarca de Porto Alegre, Nilton Tavares da Silva, e a representante da Ajuris, juíza Eliziana da Silveira Perez, entre outras autoridades.
Iniciativas sustentáveis e economia de recursos
As ações do Ecojus junto ao Judiciário gaúcho compreendem diversas atividades, que incluem destinação correta de resíduos sólidos, desenvolvimento de consciência ambiental junto aos integrantes do Judiciário, economia de água, papel e outros insumos, entre outras ações.
Entre os projetos lançados recentemente, firmou parceria com a Comissão de Inovação do TJRS (Inovajus) para lançar proposta pioneira de mobilidade urbana entre tribunais do País: o Caronetas – que estimula a prática da carona entre os integrantes do Judiciário Estadual.
Outra inovação é a destinação adequada dos resíduos de obras. O procedimento, adotado na reforma do prédio I do Foro Central de Porto Alegre e na construção do Anexo ao Tribunal de Justiça – ambas em andamento – gerou uma economia de aproximadamente R$ 700 mil no custo total das obras.
A alteração introduzida nos editais do TJ é que, a partir de agora, esses materiais são vendidos para a empreiteira. Assim, é feito um levantamento de todo o material que será retirado durante as obras e o valor é abatido do custo total. A iniciativa, além de economizar dinheiro público, garante que os resíduos da construção civil não serão dispostos inadequadamente. As exigências passaram a ser adotadas em quaisquer contratos de empreitada firmados pelo TJRS.

Fonte : CNJ

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