Produtores familiares do RS pedem anistia em programa de compra de sementes

Medida foi solicitada em reunião em razão das perdas provocadas pela falta de chuva

Omar Freitas / Agencia RBS

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No atual ciclo, somadas a safra e a safrinha de milho, foram contemplados 52 mil produtores, com 152 mil sacas adquiridas
Omar Freitas / Agencia RBS
Com prejuízos multiplicados pela combinação de efeitos da pandemia e da estiagem prolongada, produtores familiares sinalizaram pedido de anistia do valor a ser pago no Troca-Troca de Sementes de milho. O programa estadual oferece subsídio na aquisição desse insumo, na safra e na safrinha.

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O governo subsidia 28% do valor. O restante é pago pelo agricultor.

Em encontro na tarde de ontem, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS) solicitou que o Piratini assuma essa parcela.

– Os agricultores estão sendo duplamente prejudicados neste ano. Pela estiagem, que assola o Estado desde dezembro, e, mais recentemente, pelo coronavírus. Infelizmente, estão perdendo toda ou boa parte de suas lavouras – reforça Carlos Joel da Silva, presidente da Fetag-RS.

A reunião da Frente Parlamentar do Milho, presidida pelo deputado Elton Weber (PSB), contou com o secretário da Agricultura, Covatti Filho; o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian; o deputado Edson Brum (MDB); o líder do governo, Frederico Antunes (PP); e o deputado fedral Heitor Schuch (PSB-RS).

O valor ainda em aberto soma R$ 17,3 milhões. O pedido de auxílio feito será levado para a pasta da Fazenda porque exige desembolso do caixa. A anistia da parcela dos produtores já foi concedida anteriormente em anos de estiagem. A ponderação feita na reunião, no entanto, é de que, se o Estado assumir essa contrapartida, o programa ficaria comprometido daqui para a frente.

No atual ciclo, somadas a safra e a safrinha de milho, foram contemplados 52 mil produtores, com 152 mil sacas adquiridas. Desse total, segundo a Fetag-RS, 90% têm dificuldade de realizar o pagamento. O subsídio pago pelo Piratini foi de R$ 6,7 milhões.

Outra opção seria a de um rebate por parte do governo, ou seja, um desconto na parte que cabe ao produtor. A avaliação e a decisão final caberão ao governador.

Fonte: Zero Hora

12/05/2020 – 11h24min
Atualizada em 12/05/2020 – 11h24min
Gisele Loeblein
GISELE LOEBLEIN

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