Produtores de soja pedem suspensão de portaria do Ibama que limita a aplicação aérea de defensivos

Câmara Setorial da Soja decidiu, por unanimidade, que é contrária à medida

Daniela Castro | Brasília (DF)

Tadeu Vilani

Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Setor teme que a restrição ao uso dos componentes químicos comprometa a produção

A Câmara Setorial da Soja decidiu nesta quarta, dia 21, por unanimidade, pedir ao ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, a suspensão de uma portaria assinada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que limita a aplicação aérea de quatro defensivos nas lavouras de soja em todo o país.
O setor teme que a restrição ao uso dos componentes químicos, bastante utilizados no plantio do grão, comprometa a produção agrícola. A carência de determinadas substâncias pode resultar no ataque de percevejos nas lavouras.
O governo decidiu flexibilizar a portaria devido às reclamações dos produtores de soja e liberar as aplicações com os defensivos agrícolas até o dia 1º de janeiro.
– Eu posso ter um ataque de pragas muito grande no qual eu tenha que fazer uma aplicação em fevereiro, por exemplo, e aí, como eu vou fazer se você tiver um período muito chuvoso e eu não conseguir entrar com o trator? As pessoas não têm ideia do que é isso. Em um mil hectares  eu posso perder 10 sacas, e aí estamos falando de 10 mil sacas de soja. Estamos falando de meio milhão de reais – explica o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira.
Nesta quinta, dia 22, o setor entrega uma carta ao ministro pedindo a suspensão da medida até que sejam feitos estudos sobre a realidade da aplicação das substâncias.

CANAL RURAL

Fonte: Ruralbr

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