Produtores de MT pedem crédito para construir armazéns

No Plano de Safra deste ano, o governo anunciou uma linha de crédito.
É importante ter, hoje em dia, um armazém adequado na propriedade.

Do Globo Rural

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Montanhas de milho estão a céu aberto. Milhares de toneladas do grão, expostas ao tempo. O cenário se repete a cada safra e revelam as dificuldades enfrentadas em Mato Grosso pela falta de logística.

O estado deve produzir, este ano, 45 milhões de toneladas de grãos, mas a capacidade de estocagem é para apenas 29 milhões de toneladas, ou seja, o déficit é grande.

Preocupado com esta falta de espaço para estocar a safra, o Governo Federal anunciou em junho verbas para incentivar a construção de armazéns. O Plano Nacional de Armazenagem foi lançado com a promessa de disponibilizar R$ 25 bilhões em cinco anos para a construção de novos armazéns.

Só no primeiro ano do programa, a expectativa era de liberar R$ 5 bilhões, só que por enquanto, dois meses depois do anúncio, nenhum agricultor em Mato Grosso conseguiu acesso aos recursos.

Entre os motivos, está a demora do Governo Federal em definir a fonte financeira da linha de crédito. Só no início deste mês foram estabelecidas as regras para que o Banco do Brasil comece a receber as propostas.

O gerente do banco em Cuiabá, Brasiliano Borges, informa que recebeu 15 projetos, que estão sendo analisados.

A liberação do crédito está condicionada também às licenças ambientais. Como nos projetos de irrigação, para construir um armazém, o agricultor precisa obter três licenças, a prévia, a de instalação e a de operação, todas emitidas pela Secretaria de Meio Ambiente, que promete dar agilidade à demanda dos produtores.

Os produtores têm pressa na liberação das licenças. Para eles, ter um armazém adequado na propriedade, hoje em dia, já está virando questão de sobrevivência.

A recomendação da Organização Mundial para a Alimentação diz que um país precisa ter capacidade de armazenagem de 20% sobre sua produção, o que significa que o estado de Mato Grosso deveria ter silos para estocar 54 milhões de toneladas. A capacidade, hoje, é para apenas 29 milhões de toneladas.

Fonte: G1

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