Produtor inicia manejo da lavoura de arroz

Depois de encerrado o plantio, técnicos recomendam reforços na irrigação e no combate aos fungos nas lavouras

Com o encerramento do plantio do arroz no Rio Grande do Sul no final de 2013, os produtores a partir de agora precisam ficar atentos a cuidados específicos nas lavouras para garantir a produção. Com uma área de 1,11 milhão de hectares semeada, o que significa uma alta de 3,5% em relação à safra anterior, o período de implantação da cultura teve um atraso devido às chuvas em excesso registradas no mês de novembro do ano passado.
No entanto, o diretor técnico do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), Sérgio Lopes, salienta que boa parte das lavouras já haviam sido plantadas antes do início de novembro, chegando a 70%. Apenas 10% ficaram para o mês de dezembro devido aos problemas climáticos, mas menos de 0,5% tiveram que ser replantados.
Para Lopes, o fato não deve interferir na produtividade média esperada para a cultura neste ano, de até 7,7 mil quilos por hectare.
A expectativa, a partir de agora, segundo Lopes, é para o comportamento do clima nos meses de janeiro e fevereiro, que deve ser mais seco no Estado, com chuva abaixo da média, conforme previsão já divulgada pelo Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Rio Grande do Sul (Coopaergs). A principal indicação do dirigente do Irga é a manutenção da irrigação nas lavouras. “O produtor não pode deixar a lavoura sem irrigação, senão pode provocar a reinfestação de plantas daninhas. A lâmina de água também serve como um termorregulador de temperatura, uma lavoura com água alivia a questão da temperatura para a planta”, salienta.
Já o diretor técnico da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Valmir Menezes, alerta para cuidados com a incidência de brusone nas lavouras arrozeiras. A doença, causada por fungos, foi encontrada em lavouras na região de Santa Maria, que sofreu com o tempo abafado na última quinzena de dezembro de 2013.
Entretanto, o técnico salienta que os casos não progrediram.  Na safra 2011/2012 foram registrados focos em regiões produtoras como o Litoral Norte e a Planície Costeira Interna. Já em 2012/2013, houve incidências em praticamente todas as regiões. Menezes avalia que, para esta safra, o produtor se preveniu de forma a evitar os casos da doença. “Basicamente, o controle da brusone é preventivo. Temos um clima imprevisível no Rio Grande do Sul, então temos que trabalhar de forma mais preventiva, com o uso de fungicidas nas lavouras para evitar o fungo”, recomenda.
A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de uma colheita de 8,33 milhões de toneladas de arroz nesta safra, o que representa um aumento de 5% em relação ao período anterior.

Fonte: Jornal do Comércio | Nestor Tipa Júnior

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