Produtividade, sanidade e qualidade

Paralelamente à revisão tributária, setores público e privado começam a alinhavar, na quinta-feira, uma proposta conjunta que mira desenvolvimento, elevação de produtividade nas propriedades rurais, melhoria da sanidade do rebanho e da qualidade do leite gaúcho. Segundo maior produtor do país, com 12% da produção nacional, de 32 bilhões de litros de leite, o segmento estadual almeja avançar. Para isso, Conseleite e Câmara Setorial do Leite têm diversos planos semelhantes e convergentes. Dentre eles, a criação de um Centro de Pesquisa da Embrapa no Estado focado no setor e a abertura de uma central de inteligência para o controle científico e estatístico de dados técnicos e econômicos, dentre eles, volume de produção, número de produtores na ativa, tamanho do rebanho leiteiro e qualidade.
A estratégia de ação futura inclui a instalação de uma escola técnica com cursos de nível médio, pós-médio e de duração rápida, para habilitação dos profissionais do setor e de seus familiares. Também terão vez programas de fomento que melhorem a renda do produtor e estabeleçam maior rigor no controle genético e sanitário, como a proibição de venda de sêmen sem autorização do Ministério da Agricultura. A criação de um Fundo Gaúcho do Leite, nos moldes do Fundovitis, também é uma possibilidade, antecipa o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi. Outro projeto é a criação de um instituto público de direito privado nos moldes do Ibravin.
Atualmente, o Rio Grande do Sul tem capacidade instalada para produzir 15,5 milhões de litros de leite ao dia, mas não passa de uma produção diária de 9 milhões de litros, portanto, muito campo para avançar. Mainardi lembra que a produtividade média gaúcha é de 2.350 litros/vaca/ano, superior à média nacional de 1.310 litros/vaca/ano, ainda assim, inferior à de países como a Argentina e o Uruguai. E ressalta: nem mesmo onde há picos de 5 mil litros/vaca/ano, como no Vale do Taquari, é possível se igualar a esses países.

Fonte: Correio do Povo

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