Produtividade maior na safra 2017/18 elevou o lucro da SLC no 2º trimestre

A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de grãos e fibras do país, registrou um lucro líquido de R$ 168,2 milhões no segundo trimestre do ano, pouco mais que o dobro dos R$ 78,2 milhões do mesmo trimestre de 2017. De acordo com a empresa, os resultados foram puxados pela boa produtividade da safra 2017/18 de grãos.

Conforme o balanço divulgado ontem pela companhia, com esse resultado, a margem líquida no segundo trimestre ficou em 36,2%, alta de 13,4 pontos percentuais na comparação anual.

Na safra 2017/18, a SLC registrou produtividade de 3,8 mil quilos por hectare para a soja, 14,4% superior ao rendimento de 2016/17 e 11% acima da média do país. No caso do algodão – que está sendo colhido -, a produtividade média registrada até agora é 18% superior à média dos últimos cinco anos.

A empresa reportou receita líquida de R$ 464,4 milhões no segundo trimestre do ano, alta de 35,4% em comparação com igual intervalo de 2017. Esse resultado também foi influenciado pelos ganhos de produtividade.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida) no período também avançou e somou R$ 290,4 milhões, com alta de 78,7%. Segundo a empresa, excluindo os efeitos dos ativos biológicos e a baixa do ativo imobilizado, o Ebitda ajustado somou R$ 158,8 milhões no segundo trimestre, 115,2% maior que um ano antes. A margem ficou em 34,2%.

Aurélio Pavinato, presidente da SLC, prevê que os resultados da nova safra, a 2018/19, seguirão positivos. "Eu acredito em manutenção de margens muito boas", disse.

Mas ele admite que há motivos para preocupação no novo ciclo, sobretudo para a de soja, cujo plantio deve começar em meados de setembro. Isso porque a partir do dia 3 de setembro, o uso do herbicida glifosato – o mais utilizado no país – será suspenso até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua a reavaliação toxicológica do produto. "Não há como fazer o plantio da safra 2018/19 sem glifosato. Essa decisão precisará ser revertida", afirmou.

Outra preocupação é o estabelecimento da tabela de fretes mínimos rodoviários pelo governo, que afeta o ritmo das vendas antecipadas de soja da safra 2018/19 no país. Desde que a tabela foi definida, as vendas da SLC estão praticamente paradas. "Está tudo parado pela dificuldade de precificação no mercado futuro", disse o executivo.

Conforme a SLC, as vendas antecipadas estão em 40,7% da produção estimada de soja, em 67,7% da colheita prevista de algodão e apenas em 5% da produção estimada de milho. "O milho é o mais afetado. Já é um mercado futuro mais lento, com toda a bagunça do frete, paralisou".

Por Kauanna Navarro | De São Paulo

Fonte : Valor

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