Produtividade de lavouras de arroz do Rio Grande do Sul é a pior em quatro anos

Colheita já foi praticamente finalizada e excesso de calor no verão não permitiu bom desenvolvimento do grão

Cristiane Viegas | Gramado (RS)

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Excesso de calor no verão, quando o grão estava se desenvolvendo, prejudicou produtividade

Com 99% da colheita finalizada, as lavouras de arroz do Rio Grande do Sul apresentam a pior produtividade dos últimos quatro anos. O excesso de calor no verão, quando o grão estava se desenvolvendo é o principal motivo. A informação é do Instituto Riograndense do Arroz (Irga) e o tema ganhou destaque no último dia do Seminário Cooplantio, em Gramado, na serra gaúcha.
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Diante de um cenário de preços estáveis, com a saca custando em média R$ 36, no Rio Grande do Sul, e exportações em alta, os produtores gaúchos começam a pensar na próxima safra. O maior desafio é aumentar a produtividade. Dados do Irga apontam que a produtividade média do grão na safra 2013/14 foi de 7.248 quilos por hectare. O resultado significa uma redução de 179 quilos por hectare em relação à safra anterior.

O arrozeiro Ernesto Predebon, de São Gabriel (RS) colheu 8,9 mil quilos por hectare, no ciclo anterior ele fez quase 10 Kg. Mesmo com a queda, ele está acima da média no Estado, que é de sete mil quilos. Isso, graças ao investimento que fez em tecnologia.

– Eu acho que nós temos mantido essa média devido ao trabalho com tecnologia, colheitadeiras, sementes de boa qualidade, a cultura de precisão e rotação entre arroz e soja – explica o produtor.

Além da produtividade desta safra ter sido menor, a próxima deve sofrer as consequências do fenômeno climático El Niño, previsto para este ano. De olho no mercado, empresas do setor de sementes híbridas apostam em crescimento de 25% nas vendas do arroz que traz até 30% de aumento na produtividade das lavouras.

Segundo o agrônomo Leandro Pasqualli, as sementes agregam as características de duas variedades em uma única.

– Essas sementes híbridas têm maior tolerância às doenças, alcançam produtividades maiores e isso faz com que o produtor tenha mais grãos, mais moeda, o que rentabiliza muito mais o seu negócio – reforça Pasqualli.

Fonte: Ruralbr

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