Produção de café crescerá até 30%, diz Conab

A produção de café no Brasil na próxima safra, a 2018/19, deve ficar entre 54,4 milhões e 58,5 milhões de sacas, segundo a primeira estimativa da Conab, divulgada ontem. Os números indicam um crescimento entre 21,1% e 30,1% em relação a safra atual, cuja produção está estimada em 44,97 milhões de sacas. A principal razão para o aumento é que o novo ciclo é de bienalidade positiva, o que favorece sobretudo o café arábica.

A projeção da Conab é superior à divulgada semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 53,2 milhões de sacas, mas abaixo de algumas previsões de consultorias, que apontam até 60 milhões de sacas.

A Conab estima que a produtividade média deve ficar entre 28,41 sacas e 30,54 sacas por hectare, alta de 17,7% a 26,5% ante a safra atual. De acordo com a estimativa, o país deve colher entre 41,74 milhões e 44,55 milhões de sacas de arábica, com alta média de 26%. Minas Gerais segue como o maior produtor do país, com colheita entre 28,77 milhões e 30,29 milhões de sacas.

Para o café conilon, a Conab estimou uma produção entre 12,70 milhões e 13,96 milhões de sacas, aumento entre 18,4% e 30,2% em relação a 2017/18. O Espírito Santo, maior produtor da espécie, deve produzir entre 7,66 milhões e 8,63 milhões de sacas, de 29,5% a 46,3% maior que em 2017/18, segundo a estimativa da Conab. O crescimento mostra uma recuperação após duas safras de seca.

"O aumento no Espírito Santo deverá ocorrer devido às condições climáticas favoráveis às lavouras de café. Graças ao aumento da pluviosidade em 2017, as lavouras conseguiram recuperar as folhas, crescer os ramos e melhorar sua saúde geral", afirma a Conab.

Segundo Aroldo de Oliveira, superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, " até dezembro a floração do café foi excelente e, no geral, as condições climáticas favoreceram o cultivo nas principais regiões produtoras. Mas temos agora que acompanhar a granação da cultura entre janeiro e março".

Oliveira explicou que, além da bienalidade positiva, diversos produtores aproveitaram os últimos anos de crise hídrica para preparar melhor suas lavouras, investindo em manejo de pragas e tecnologia.

Por Fernanda Pressinott e Cristiano Zaia | De São Paulo e Brasília

Fonte : Valor

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