Prêmio Gerdau muda e dá foco na agricultura familiar e na de escala

Foi movimentada a entrega dos prêmios Melhores da Terra da Gerdau, ontem, 29/08, durante a Expointer 2012, em Esteio, no Rio Grande do Sul. Foram dez os vencedores. Uma felicíssima inovação foi a divisão nas Categorias Destaque e Novidade, as quais passaram a premiar tanto a agricultura familiar como a agricultura de escala. Ponto para a Gerdau, cujo prêmio comemorou 30 anos. A empresa entende que pequenos e médios produtores hoje estão inseridos no cenário doagronegócio.

Leia o que declarou André Johannpeter, presidente da Gerdau. “Não há mais distinção entre o pequeno e o grande. Tudo é agronegócio.” Johannpeter afirma que o emprego de tecnologia tem contribuído para a sustentação econômica das famílias e mantido muita gente no campo. Ele, que é filho de Jorge Gerdau, ex-presidente do grupo que deu início ao Melhores da Terra, acredita que o velho sonho do “Brasil celeiro do mundo” agora está se transformando em realidade. “O número de fazendas cresce e a qualidade segue junto.” De outro lado, Johannpeter diz que o mundo vai demandar cada vez mais alimentação, principalmente os países emergentes.

Para comprovar a sua tese do aumento no número de propriedades e a procura por técnicas novas, o empresário informa que o Prêmio neste ano teve 600 participantes. “Foi mais que o dobro do ano anterior.” Johannpeter expressa sua satisfação com a longevidade do Melhores da Terra. “É gratificante verificar que, ao longo de três décadas, estimulamos o aprimoramento tecnológico e o desenvolvimento sustentável do setor, contribuindo para que o Brasil se tornasse um dos países com maior produtividade agrícola do mundo.”

Eu me encontrei na solenidade de entrega de prêmios da Gerdau com Pedro Arraes, presidente da Embrapa. Feliz por ter sido reconduzido à presidência neste mês após o encerramento de sua primeira gestão – iniciada em 2009 – Arraes disse que a Embrapa está estabelecendo estratégias para as próximas décadas – pensando o futuro. Ele adianta que o órgão comemora 40 anos no ano que vem. “Contratamos 2.500 cientistas nos últimos anos para encarar os 20 ou 30 grandes desafios da agropecuária amanhã, os rumos a ser tomados. Esse núcleo irá trabalhar para produzir conhecimentos e estratégias sobre assuntos que poderão trazer impactos para a agricultura.” Arraes cita também, nesse sentido, a importância da reestruturação da Fundação Eliseu Alves, entidade que atua em parceria com a Embrapa no apoio a pesquisas científicas e tecnológicas. “É o elo de ligação com a iniciativa privada.”

Pedro Arraes informa que a Embrapa está a todo vapor e distante de atravessar um período de crise, conforme notícias e artigos que pipocaram nos últimos meses. “A Embrapa empenhou 98,2% de sua verba,” ressalta. Para este ano, a verba está ao redor de R$ 2 bilhões. Em entrevista recente, Arraes disse que a Embrapa teve o orçamento ampliado nos últimos três anos. Observou, no entanto, que para pesquisa sempre há carência de recursos.

Premiação

Na divisão Destaque da Agricultura Familiar, o troféu Ouro foi conquistado pela empresa Kunh do Brasil, de Passo Fundo (RS). Na categoria Agricultura de Escala venceu a empresa Jacto, de Pompéia (SP).

Na categoria Novidade Agricultura Familiar o troféu Ouro foi para a Indústria Agrícolas KF, de Cândido Godói (RS). Na categoria Agricultura de Escala, o Troféu Ouro ficou com a Semeato, de Passo Fundo (RS) com apoio da fabricante de tratores CNH.

Fonte: Globo Rural

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *