Previsão do tempo: há risco para granizo no Sudeste do Brasil

Chuvas já estão acima da média para agosto em áreas do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais

 

Granizo

Ainda há previsão de chuva significativa nesta semana entre o Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Os volumes podem chegar a 30 milímetros e há expectativa de granizo, principalmente nas áreas do Sudeste do Brasil. As instabilidades vão conseguir avançar até mesmo para o sul e sudeste de Goiás e Espírito Santo. De forma mais isolada, a precipitação também alcançará Brasília e o sul e sudoeste de Mato Grosso, amenizando o calorzão da região e interrompendo momentaneamente as perdas de umidade no solo.

A partir do fim de semana, o padrão de chuva mudará novamente. A precipitação retornará à Argentina, Uruguai, sul do Paraguai e entre o oeste do Paraná e o Rio Grande do Sul, com acumulado médio de 50 milímetros. Por outro lado, o Sudeste e o Centro-Oeste passarão por um período de tempo seco de pelo menos 20 dias. “Depois desta semana, as chuvas só retornam no fim do mês”, diz Heloísa Pereira, meteorologista da Somar.

A semana será  fria no centro-sul do Brasil, com formação de geadas desde o sul do Paranáaté o Rio Grande do Sul, especialmente na próxima sexta-feira, dia 10. A geada não alcança áreas vulneráveis de culturas permanentes e semipermanentes. Ainda assim, o algodão necessita monitoramento: ainda há previsão de chuva, mesmo que fraca, e temperaturas baixas até a sexta-feira, algo que pode piorar a qualidade da fibra.

Depois de muitas semanas com estiagem, a chuva veio com força ao Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Campo Mourão, no centro-oeste do Paraná, foi o município que mais recebeu chuva neste início de agosto, com acumulado de 160 milímetros, mais que o dobro do normal para o mês. “A média climatológica em Campo Mourão é de 69 milímetros em agosto. Isso mostra um desvio positivo de 135%”, diz Heloísa.

No sudoeste de São Paulo, Pedrinhas Paulista recebeu 150 milímetros, a média é de apenas 45. Campo Grande foi o município de Mato Grosso do Sul que recebeu mais chuva: 99 milímetros, quase o dobro do esperado. Em Minas Gerais, destacamos os 80 milímetros em Maria da Fé, onde a média de chuva em agosto é de apenas 32.

A volta da chuva depois de tanto tempo com estiagem paralisa atividades de colheita de cana-de-açúcar, laranja, café e milho. O excesso de chuva diminui o Açúcar Total Recuperável na cana de açúcar, mas, por outro lado, estanca as perdas na  produtividade do trigo no norte do Paraná.

No algodão de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul, não houve registro de chuva significativa em Costa Rica (MS) e Primavera do Leste (MT), mas a temperatura máxima declinou para menos de 30°C no primeiro município. “As temperaturas mais baixas no Centro-Oeste amenizam as perdas da umidade do solo”, explica Heloísa. 

De qualquer forma, o fato de não chover nas duas áreas manteve a boa qualidade da fibra na maior parte das fazendas até o momento. A umidade do solo aumentou no Paraná, sul de Mato Grosso do Sul e de Minas Gerais e no sul e leste de São Paulo. Entre o Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul, a umidade do solo subiu para 60%, valor considerado adequado para o desenvolvimento das culturas de inverno.

Pryscilla Paiva, editora de Tempo do Canal Rural

  Redação – Canal Rural

Fonte : Canal Rural

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *