Presidente da CNA diz que novo Governo terá que apresentar mudanças ao País num prazo máximo de 60 dias

 

Presidente da CNA, João Martins, fala com a imprensa após encontro com Michel Temer / Foto: Wenderson Araújo

Brasília (28/04/2016) – O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, afirmou que, caso o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff seja admitido pelo plenário do Senado,  o novo governo terá de apresentar mudanças concretas à sociedade brasileira num prazo máximo de 60 dias. Na companhia de representantes de outros setores produtivos da economia – confederações da Indústria (CNI), dos Transportes (CNT), das Cooperativas (CNCoop), de Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida (CNSeg),  e da Saúde (CNS) -, o presidente da CNA manteve encontro, nesta quarta-feira (27/04), com o vice-presidente da República Michel Temer.

A reunião, segundo João Martins, foi marcada por um ambiente de tranquilidade e otimismo, embora o vice-presidente Michel Temer tenha enfatizado que só  após a definição do impeachment pelo senadores ele  anunciará os  pontos básicos de seu programa de governo. Durante a conversa, o presidente da CNA entregou ao vice-presidente Michel Temer um  documento com propostas da entidade para o setor agropecuário e para o desenvolvimento econômico sustentável do país.

Martins e os demais representantes do setor produtivo disseram ao vice-presidente  que a condição básica para a retomada dos investimentos, é o futuro governo “estabelecer um ambiente de confiança e de credibilidade no país”.

Os representantes do setor produtivo manifestaram ainda ao vice-presidente Michel Temer o desejo de serem ouvidos quando das novas políticas para as áreas econômica e social, dentro do princípio da austeridade e da redução dos gastos. Nesse sentido, segundo Martins, será fundamental  a redução da máquina burocrática do Estado, com corte de ministérios e mudanças no segundo e terceiro escalão da administração federal.

Com relação ao anúncio do novo Plano Agrícola e Pecuário para a safra 2016/2017, conforme informou a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Kátia Abreu, o presidente da CNA disse que o segmento agrícola não foi consultado. João Martins concluiu dizendo que o vice-presidente Michel Temer, aprovado o impeachment pelo Senado, precisará do apoio de todos os segmentos da sociedade, políticos, trabalhadores e empresários, de forma a facilitar e permitir a retomada do crescimento do país.

Assessoria de Comunicação da CNA

Fonte : Canal do Produtor