Preços do milho devem se manter em baixa durante o segundo semestre, apontam analistas

Expectativa é de queda nas cotações, mas sem representar prejuízos ao produtor do cereal

Sirli Freitas

Foto: Sirli Freitas / Agencia RBS

Especialistas apontam queda nos preços do milho a curto e médio prazo

Representantes do setor do milho e analistas de mercado apostam em uma queda nos preços do grão nas próximas semanas. A expectativa é de que se mantenham em patamares mais baixos que os atuais durante o segundo semestre. As projeções são justificadas pela estimativa de boa oferta para a safrinha brasileira e para a safra dos Estados Unidos. Em Campinas (SP), o mercado opera em torno de R$ 27,00. Na opinião do analista da Terra Investimentos Bruno Perottoni, deve haver baixa nos próximos meses.

– Essa safrinha seria para normalizar o mercado, para a gente sair de uma situação de estoques apertados e voltar a ter uma oferta. Está todo mundo cauteloso em trabalhar a safrinha. A gente pode ver o mercado a R$ 24,00, caso a gente tenha um safrinha boa e pode ver o mercado a R$ 30,00 de novo, se houver uma geada no Paraná, Mato Grosso do Sul. O pessoal está com muita cautela na fixação dos preços, tentando já fixar alguma coisa em dólar lá na frente, para garantir a margem do negócio – diz.

O coordenador de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, José Gasques, reforça a expectativa de queda nas cotações, mas avalia que isso não deve significar prejuízo para o produtor de milho.

– Os preços podem ter alguma queda para este ano, mas eles se mantêm acima dos níveis históricos. Acredito que, mesmo havendo alguma queda, ainda garantem rentabilidade, sem dúvida – aponta.

O consumidor do grão, em especial nos setores de aves e suínos, também deve sentir o reflexo deste cenário, conforme o presidente da Agroceres, Fernando Pereira.

– O produtor de milho, estando capitalizado, não tem pressão de desova do produto em um curto espaço de tempo. Isso pode parecer ruim para os consumidores, mas é um estabilizador do mercado. A expectativa é que, com o aumento da produção de milho dessa segunda safra e esses fatores que deverão concorrer para um menor preço, os dois elos da cadeia passem a ganhar, principalmente, no segundo semestre deste ano – afirma.

Fonte: Ruralbr | Raphael Salomão | CANAL RURAL

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