Preços da soja ganham fôlego na bolsa de Chicago

As cotações da soja dispararam ontem na bolsa de Chicago diante de indicações de aquecimento da demanda pelo grão americano no mercado internacional e do aumento das importações totais da China em setembro. Os contratos da oleaginosa para entrega em janeiro (que ocupam a segunda posição de entrega) encerraram a sessão com valorização de 25,75 centavos por bushel, a US$ 9,1825, acima da "barreira psicológica" de US$ 9 pela primeira vez desde 20 de agosto.

Por volta das 12h de Brasília, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) informou que as exportações americanas de soja na semana encerrada no dia 8 de outubro aumentaram 58% em relação à semana anterior e atingiram cerca de 1,8 milhão de toneladas, volume que também superou as expectativas dos analistas.

Ao longo do dia, exportadores americanos ainda acertaram a venda de mais 240 mil toneladas de soja em grão para a China.

Ao mesmo tempo, o serviço alfandegário chinês informou que as importações da matéria-prima pelo país no mês de setembro alcançaram 7,26 milhões de toneladas, volume expressivo para o mês – 44% maior que o de setembro de 2014 – apesar da queda de 6,7% na comparação com agosto. O resultado também foi 4,5% superior à média das expectativas de mercado, de acordo com relatos de consultorias.

A alta de ontem foi a terceira consecutiva dos futuros da soja na bolsa de Chicago, em uma tendência que ganhou força desde que o USDA reduziu sua projeção para a colheita americana nesta safra 2015/16 em relatório divulgado na sexta-feira passada.

A valorização de ontem ignorou novos relatos de bons índices de produtividade nas lavouras dos EUA, segundo Bob Burgdorfer, comentarista do mercado de grãos do site FarmFutures. Além disso, a recente queda do dólar ante o real também favorece a competitividade da soja americana e as perspectivas ainda são de oferta global elevada, conforme ratificou o USDA.

Por Camila Souza Ramos | De São Paulo

Fonte : Valor

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