Preço mínimo para algodão pode subir

Sem reajuste desde 2003, o preço mínimo do algodão voltou a ser discutido no Ministério da Fazenda e uma alta no preço atual de R$ 44,60 por arroba pode ser anunciada, segundo apurou o Valor. O custo de produção estimado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está próximo de R$ 57,50 por arroba.

Apesar de os preços de mercado estarem bem acima do valor mínimo, a indefinição no reajuste da cultura começou a gerar atritos mais sérios entre o setor produtivo e o governo desde o ano passado. Os produtores pedem reajustes para incentivar o plantio e garantir renda em caso de queda de preços. Já o governo reluta em conceder esses reajustes. Uma fonte do Ministério da Agricultura disse que o problema está no Ministério da Fazenda. Segundo essa fonte, integrantes da Fazenda não concordam com o valor calculado pela Conab e, sem explicação técnica, seguram o reajuste.

"Agora ficamos por mais uma safra nesta instabilidade. O produtor não tem a mínima segurança de que, caso o mercado mude, ele não terá tantos prejuízos. Desse jeito vamos acabar com a produção de algodão no país, o que vai gerar perdas irreversíveis para a economia brasileira", disse o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gilson Pinesso.

Em agosto, o Conselho Monetário Nacional aprovou o preço mínimo de R$ 50 a arroba. Por considerar o valor abaixo do custo de produção, o Ministério da Agricultura não publicou a decisão. "Todas as demais culturas que tiveram reajuste ao longo desses 10 anos obtiveram valores baseados, como diz a lei, no custo de produção. Esse é o nosso pedido", diz Pinesso.

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Fonte: Valor | Por Tarso Veloso | De Brasília

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