Preço dos suínos registra queda de 19% em agosto

Fonte:  Jornal do Comércio | Marcelo Beledeli

Valorização do farelo de milho e soja achatou ainda mais a renda

FREDY VIEIRA/JC
Folador atribui queda de preço de suínos ao embargo da Rússia
Folador atribui queda de preço de suínos ao embargo da Rússia

Os preços médios pagos aos criadores de suínos no Estado caíram 19% no mês de agosto. De acordo com dados da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), os suinocultores gaúchos iniciaram o mês passado recebendo R$ 2,54 pelo quilo, mas viram sua remuneração ser derrubada para R$ 2,06 na última semana do mês passado. A tendência de queda está se mantendo em setembro. Na primeira semana do mês, o preço médio ficou em R$ 1,95 o quilo. Segundo o presidente da Acsurs, Valdecir Folador, esses valores estão impedindo os criadores de cobrir seus custos de produção. “O milho tem se valorizado muito, o farelo de soja também, e com o preço da carne suína achatado estamos perdendo nossa rentabilidade”, comenta.

Para Folador, um dos fatores para a redução dos preços é a maior oferta no mercado interno, causada pelo embargo sanitário decretado pela Rússia, em junho, às importações de carne suína brasileira. No entanto, o dirigente aponta que os resultados do mercado externo em agosto foram positivos no mês passado.

De acordo com dados da Abipecs, o volume exportado aumentou 21%, passando de 36,1 mil toneladas em julho para 45,9 mil em agosto. Já o faturamento total das exportações do setor no mês passado foi de US$ 122,1 milhões, um crescimento de 23% em relação aos US$ 94 milhões registrados no período anterior.

“Essa é uma matemática engraçada, culpam a Rússia pela redução dos preços, mas o faturamento no mês aumentou da mesma forma”, comenta. Mas o presidente da Acsurs acredita que o Brasil precisa reforçar as negociações com o governo russo. “Com isso podemos ter uma virada mais forte do mercado, o que deve gerar uma retomada de preços.”

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