Preço dos alimentos dispara em locais atingidos pela seca

Moradores de zonas urbanas do Nordeste enfrentam problemas indiretos da estiagem DANIEL CARVALHO
DE SÃO PAULO

Nas cidades do Nordeste atingidas pela seca, agricultores e criadores de gado não são os únicos a sofrer com a estiagem. Na zona urbana, os moradores enfrentam problemas indiretos da falta de chuva, como inflação, queda de movimento no comércio e aumento da inadimplência.

Diferentemente dos agricultores, os moradores das cidades não receberão o Bolsa Estiagem -lançado anteontem pela presidente Dilma Rousseff (PT), pagará R$ 400 em cinco parcelas.

Um exemplo dos efeitos da seca é a disparada do preço dos alimentos.

Em alguns locais, o quilo do feijão mais do que dobrou desde o início do ano. Em Sergipe, Estado com o maior percentual da população atingida pela seca (93,3%, segundo o Ministério da Integração Nacional), Poço Redondo, a 179 km de Aracaju, é o município mais castigado.

Moradora da zona urbana de Poço Redondo, a comerciante Maria Dantas sente a queda nas vendas em sua farmácia e o aumento da inadimplência, que chega a 60%.

"Falta dinheiro. Ou [o criador] vai manter o gado ou vai pagar os compromissos. Aí fica entre a cruz e a espada. Se não mantém o gado, como vai ser depois?", questiona.

Na cidade, o quilo do feijão saltou de R$ 3,70 para R$ 5,95.

O Ministério da Integração Nacional diz que mesmo quem não tem direito ao Bolsa Estiagem será contemplado com programas como Água para Todos e com a instalação de milhares de cisternas, sistemas simplificados de abastecimento e poços, até junho.

Fonte: Folha

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