Preço do arroz segue em recuperação e entidades esperam melhores resultados na próxima safra

Fonte: CANAL RURAL | Cristiane Viegas | Porto Alegre (RS)

Indicador subiu quase 13% em julho, segundo Cepea
Os preços do arroz em casca seguem em ritmo de recuperação no mercado do Rio Grande do Sul. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apenas no mês passado o Indicador subiu quase 13%. Segundo os pesquisadores do Cepea, a recuperação veio principalmente do recuo de arrozeiros que seguraram o produto e da política agrícola. Entidades representativas e produtores esperam com isso alcançar melhores resultados na próxima safra.
 
Além da recuperação dos preços, a prorrogação de custeio, investimento e empréstimo do governo federal, anunciada em julho, sinalizou um fôlego aos produtores. Mesmo assim, o presidente da Comissão de Arroz da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Francisco Schardong, acredita que muitos arrozeiros devem investir em outras atividades.
 
– Alguns vão migrar para a lavoura de soja, muitos vão incrementar a pecuária. A lavoura de arroz realmente vai ter uma mudança estrutural muito acentuada nessa próxima safra – afirma Schardong.
 
Já o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) espera manter a área plantada e acredita que a migração de parte dos produtores para outras culturas não deve afetar o setor arrozeiro.
 
– O governo interviu na questão do crédito prorrogando as dívidas dos arrozeiros, o que manteve o setor inadimplente com o sistema financeiro, com isso garantiu crédito pra eles, para a nova plantação. Os produtores apostam que os preços vão melhorar e que eles vão poder plantar para a nova safra, colher, vender bem e poder se manter na atividade – relata o presidente do Irga, Cláudio Pereira.
 
Para o produtor rural José Ferrugem Barcelos, durante a fase mais crítica do setor, a saída foi segurar o cereal nos silos e contar com a pecuária para driblar as perdas. Barcelos chegou a analisar diminuir a área de plantio, mas com a recuperação dos preços, manteve o cultivo de 150 hectares de arroz.

– Três meses depois da colheita o clima já é diferente, um pouco mais confortável.
A nossa expectativa é positiva, queremos que isso venha aumentando gradativamente, não só aumentando, como também que se mantenha. O próprio governo criou mecanismos e os produtores já estão com comissões especiais pra fazer o estudo da reestruturação e da manutenção de preço do arroz – afirma.

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