Preço ao produtor indica que alta dos alimentos permanecerá

Valores pagos por grãos e proteínas no Estado seguem com valorização generalizada

O levantamento semanal de preços pagos ao produtor, divulgado nesta quarta-feira pela Emater- -RS aponta, novamente, alta nas cotações em todos os principais produtos agrícolas pesquisados pela entidade. O arroz segue sendo destaque, com incremento de 5,45% em apenas uma semana.

Entre 31 de agosto e 7 de setembro deste ano, o grão em casca passou a valer R$ 96,24, ante R$ 91,27 da semana anterior. Os bons preços pagos ao agricultor são importantes para a economia gaúcha e para garantir a produção de alimentos, mas vêm preocupando o governo, que anunciou a importação de 400 mil toneladas do grão com tarifa zero até o fim deste ano.

Em relação aos preços coletados pela Emater no início de setembro de 2019, a alta no arroz acumulada impressionantes 119,32%. No dia 5 de setembro do ano passado, a saca de 50 kg estava cotada no Rio Grande do Sul em R$ 43,88.

O tradicional acompanhamento do cereal, o feijão, também está remunerando melhor o produtor e salgando o prato dos brasileiros.

Em um ano, subiu 63,33%, passando de uma média de R$ 138,83 a saca de 60 kg ao agricultor, em setembro de 2019, para R$ 226,76 neste mês. Apenas a última semana agregou 2,12% ao preço, segundo a Emater.

Se o acompanhamento for uma carne de porco, mais inflação no prato. O reajuste na semana é de 3,73% ao produtor, com o quilo vivo remunerando R$ 5,28, um incremento de 44,26% sobre o ano passado. No mesmo período de 2019, em 5 de setembro, o produtor estava ganhando apenas R$ 3,66 – ou seja, o suinocultor recebia 30% a menos pelo mesmo produto.

Caso seja opção a carne bovina, os reajustes no preço do boi arrefeceram nos últimos dias, mas em 12 meses pecuaristas já viram a remuneração se elevar em 32,72% – de R$ 5,44 o quilo para R$ 7,22 nesta semana.

E não é apenas no almoço que a inflação dos alimentos segue galopante e continuará subindo – já que os melhores preços atuais aos produtores ainda passarão pela indústria antes de chegar às gôndolas dos supermercados.

O litro do leite aos produtores subiu mais 3,25% na última semana, atingindo R$ 1,59 o litro.

Em setembro de 2019, o valor era de R$ 1,22 – o que significa preços 30,32% maiores para o produtor, que vinha desestimulado pela baixa rentabilidade de atividade leiteira.

O trigo, componente de pães e biscoitos, avançou de R$ 42,08 a saca em setembro de 2019 para R$ 58,00 neste ano – alta de 37,83%, que acabarão batendo na farinha de trigo e na indústria de panificação e massas em pouco tempo.

Fonte: Jornal do Comércio

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